Será que alguém por aí neste país ainda guarda as datas comemorativas, onde as figuras-chaves são os vultos do Brasil, aqueles que entraram para a História defendendo suas convicções, ideais, uma causa, morrendo de maneira trágica?
Ontem, 21, foi dia de Tiradentes, um dos ártifices da Inconfidência Mineira cuja morte aconteceu na forca. Houve comemoração em Minas Gerais, alguma matéria na imprensa. De fato não passou batido.
E hoje, 22, completam-se 509 anos da chegada de Cabral, o qual aportou por aqui procurando o caminho para as Índias; desvio de rota… Bem, há quem lance teses, ideias sobre o caso. Há quem afirme ser este um processo da globalização… Realmente a partir daí, o que era apenas terra livre, lugar onde índios viviam em sua santa paz, a fauna e flora idem, deixou de ser.
A terra onde tudo que se plantar tudo dá, saiu do anonimato, mudou de mãos: agora pertence a Portugal. Passa a fornecer Pau-Brasil para que as damas realçassem a beleza, pois a matéria-prima para a maquiagem era árvore brasileira.
Após o ciclo do Pau Brasil, o ciclo do açúcar, deu visibilidade ao País.
Ciclos, invasões, guerras, páginas que merecem esquecimento – escravidão, ditaduras – hoje chegamos aos 509 anos, acompanhando o tempo que não caminha com a velocidade de uma caravela.