Os ônibus que chegavam eram estacionados e o motorista que quisesse seguir viagem era impedido com barreiras na saída do terminal. Os ônibus que não entraram pararam na avenida Dedé Brasil deixando o trânsito tumultuado também por conta da multidão de passageiros que se dirigia ao terminal de ônibus.
A paralisação atrapalhou quem ia resolver seus compromissos – ir à escola, faculdade ou outra finalidade. A confeiteira Valéria Maria da Silva, 38, moradora do bairro Tupã-Mirim seguiria no ônibus da linha Parangaba-Mucuripe para uma consulta médica no Centro. “Só tinha essa vaga”, segundo ela já marcada há dois meses e também estava preocupada com a volta dos filhos que estavam num curso no bairro Antônio Bezerra.
Quem não quis esperar ou não se informou quando os ônibus voltariam a circular, preferiu encarar uma caminhada que poderia ser longa, como no caso do garçom Rodrigo Souza, 38. “Não sabia. Pegou a gente de surpresa”, afirmou já iniciando um percurso de uma hora até o Jardim Guanabara onde reside.
Não houve nenhum tipo de agressão ou tumulto, mas oficiais do Cotam e da Guarda Municipal eram responsáveis pela segurança. Populares reclamavam dos motoristas e da Prefeitura de Fortaleza.
“A paralisação é uma advertência; não à população. O Sindicato diz que eles (patrões) querem o aumento das passagens e não querem repassar pra gente”, declarou um cobrador que pediu para não ser identificado.
Às 17 horas e 20 minutos, as atividades foram retomadas, ficando acertada reunião para hoje às 9 e às 17 horas, para votação sobre o resultado da reunião de ontem com o Sintro, sindicato da categoria e o Sindiônibus, sindicato que representa os donos das empresas de ônibus. Conforme o que for decido poderá haver greve ou não.
