Duas exposições individuais serão abertas nesta quinta-feira, 04, às 19h, no Centro Cultural Banco do Nordeste. São elas: “Eu vejo, tu olhas… ele déjà vu”, do paulista Fernando Ribeiro, com curadoria de Nelson Leirner; e “Segredo de travesseiro é sonho”, da pernambucana Maíra Ortins, com curadoria de Ricardo Resende.
O que Maíra Ortins nos apresenta nesta exposição, é uma arte híbrida e inteligente que mistura as artes plásticas com a poesia literária no arranjo de palavras, desenhos, objetos e coisas que compõem sua exposição. Na verdade, o que apresenta configura-se como uma única grande instalação.
A mostra “Segredo de travesseiro é sonho” é resultado de uma pesquisa em poéticas visuais que a artista vem desenvolvendo desde 2007 na tentativa de captar o universo lírico da palavra através de desenhos inseridos diretamente sobre a parede, a madeira, o papel, a fotografia, por meio de vídeo, sobre placa de acrílico, sobre tecido e outros suportes e materiais.
A artista expõe de maneira visceral a sua intimidade. Dos sentimentos mais interiores desprendidos no gesto de escrever, de borrar de vermelho a parede e o interior de suas caixas. É como se artista falasse com o coração ao segurá-lo nas palmas das mãos. Parece apertá-lo até sangrar e jorrar neste gesto enérgico que faz escorrer o sangue que carrega no seu interior sobre a parede, sobre o tecido, sobre a manta de algodão.
Maíra, que começou sua jornada artística pela gravura, invade com seu carmim as paredes da sala de exposição e desprende vigorosamente traços densos. Usa o corpo como expressão. Usa a força do texto-imagem. A palavra se transforma em desenho, das linhas que rasgam as paredes como se fossem rios venosos de sentimentos.
“O travesseiro vermelho, costurado sobre a seda, potencializa a simbologia carregada pelo desenho, dinamiza o espaço fictício que essa imagem propicia: um segredo, dito em versos, sobre o travesseiro uma mulher que flutua, num movimento contínuo”.
Com essas palavras, Maíra Ortins parece querer afogar sentimentos passados numa tentativa de livrar-se daqueles amores e sonhos que nos aprisionam no decorrer da vida.
A artista expõe de maneira visceral a sua intimidade. Dos sentimentos mais interiores desprendidos no gesto de escrever, de borrar de vermelho a parede e o interior de suas caixas. É como se artista falasse com o coração ao segurá-lo nas palmas das mãos. Parece apertá-lo até sangrar e jorrar neste gesto enérgico que faz escorrer o sangue que carrega no seu interior sobre a parede, sobre o tecido, sobre a manta de algodão.
Maíra, que começou sua jornada artística pela gravura, invade com seu carmim as paredes da sala de exposição e desprende vigorosamente traços densos. Usa o corpo como expressão. Usa a força do texto-imagem. A palavra se transforma em desenho, das linhas que rasgam as paredes como se fossem rios venosos de sentimentos.
“O travesseiro vermelho, costurado sobre a seda, potencializa a simbologia carregada pelo desenho, dinamiza o espaço fictício que essa imagem propicia: um segredo, dito em versos, sobre o travesseiro uma mulher que flutua, num movimento contínuo”.
Com essas palavras, Maíra Ortins parece querer afogar sentimentos passados numa tentativa de livrar-se daqueles amores e sonhos que nos aprisionam no decorrer da vida.
Eu vejo, tu olhas … ele Déjà Vu do artista plástico Fernando Ribeiro, com 30 obras em suportes diversos de sua fase da série Déjà Vu. Os trabalhos, criados especialmente para a exposição, exibem o relacionamento do artista e sua interpretação pessoal da História da Arte; não são criadas com base em suposições. Fernando Ribeiro não se preocupa com o conhecimento profundo da arte por seu observador, mas sim sua identificação com ícones de seu repertório. É um artista que adapta antigos conceitos às novas mídias.
Diferentes suportes são utilizados pelo artista que se utiliza desta diversidade para criar obras a partir da observação crítica do corriqueiro e do banal uma vez que Fernando Ribeiro acredita que “tudo está aí, em suspensão, só que quase ninguém vê”.
Em Eu vejo, tu olhas… ele Déjà Vu, o artista mostra uma pintura inédita em acrílica sobre tela, algumas com o diferencial da inclusão de assemblages. Assim o artista inova com o princípio da transformação de uma obra plana em tridimensional.
Outra obra presente é composta por um álbum e uma caixa-objeto de tiragem limitada a 40 exemplares. Este trabalho é composto por uma série de 10 gravuras originais, da série Déjà Vu, com dupla utilização já incluída no seu conceito original: com a composição sugerida com a caixa-objeto, que também é uma obra completa por si só, ou cada gravura exposta de forma isolada. Em suportes atuais, um álbum eletrônico, vídeo instalação, exibe imagens das gravuras de forma transmutada, permitindo a visualização, em mídia eletrônica, das imagens que compõe o álbum físico, em sequência randômica.
Suportes contemporâneos, onde Fernando Ribeiro exibe sua habilidade com as novas mídias, estão presentes nos dois trabalhos compostos por uma pequena tela de plasma portátil, com moldura própria e opção de caixa de sustentação própria.
No momento atual o artista se recria com a utilização de sua série Déjà Vu vista por um novo ângulo, posicionando-a em nova etapa. Em fases anteriores, os trabalhos eram executados primeiro em papel, depois gravura. A progressão da série se dá a partir do momento em que a pintura começa a absorver assemblages de outros materiais – alto relevo e também através da subversão da ordem normal das coisas. Acrescente-se a isso, as mídias eletrônicas.
Diferentes suportes são utilizados pelo artista que se utiliza desta diversidade para criar obras a partir da observação crítica do corriqueiro e do banal uma vez que Fernando Ribeiro acredita que “tudo está aí, em suspensão, só que quase ninguém vê”.
Em Eu vejo, tu olhas… ele Déjà Vu, o artista mostra uma pintura inédita em acrílica sobre tela, algumas com o diferencial da inclusão de assemblages. Assim o artista inova com o princípio da transformação de uma obra plana em tridimensional.
Outra obra presente é composta por um álbum e uma caixa-objeto de tiragem limitada a 40 exemplares. Este trabalho é composto por uma série de 10 gravuras originais, da série Déjà Vu, com dupla utilização já incluída no seu conceito original: com a composição sugerida com a caixa-objeto, que também é uma obra completa por si só, ou cada gravura exposta de forma isolada. Em suportes atuais, um álbum eletrônico, vídeo instalação, exibe imagens das gravuras de forma transmutada, permitindo a visualização, em mídia eletrônica, das imagens que compõe o álbum físico, em sequência randômica.
Suportes contemporâneos, onde Fernando Ribeiro exibe sua habilidade com as novas mídias, estão presentes nos dois trabalhos compostos por uma pequena tela de plasma portátil, com moldura própria e opção de caixa de sustentação própria.
No momento atual o artista se recria com a utilização de sua série Déjà Vu vista por um novo ângulo, posicionando-a em nova etapa. Em fases anteriores, os trabalhos eram executados primeiro em papel, depois gravura. A progressão da série se dá a partir do momento em que a pintura começa a absorver assemblages de outros materiais – alto relevo e também através da subversão da ordem normal das coisas. Acrescente-se a isso, as mídias eletrônicas.
SERVIÇO
CCBNB-Fortaleza até o próximo dia 5 de março (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 10h às 18h). Grátis.

