O nº 487 da rua Viriato Ribeiro no bairro da Bela Vista abriga uma proposta: lançar novos olhares sobre a arte, a vida e o mundo e com o objetivo de agregar e formar artistas, proporcionando-lhes liberdade de criação, produção, curadoria e exibição em arte e comunicação, em torno de ações individuais e, especialmente, coletivas, e promover a reflexão teórico-crítica sobre a arte atual. O projeto é vinculado à Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenado por Wellington Júnior, performer e professor do Instituto de Cultura e Arte. O espaço é de experimentação por excelência, um laboratório propriamente dito, e formado por jovens estudantes de comunicação, cinema e ciências políticas, o grupo se caracteriza pela versatilidade de suas obras, instalações e, principalmente, performances.
A moradia já pertenceu aos pais de Wellington Jr. e abrigou algumas performances do artista, dentre elas, “Réquiem para meus pais” (2009), realizada em parceria com o Projeto Balbucio, coletivo e artistas locais e ação de Extensão da UFC que, desde 2003, realiza ações nas interfaces entre corpo, comunicação e arte. Fechada desde outubro de 2008, servindo apenas como depósito, a casa tornou-se inspiração para o grupo. “A necessidade de trabalhar em grupo sob novas perspectivas surgiu da iniciativa de retornar a casa, que serve hoje como ateliê, objeto e espaço para manifestações artísticas”, ressalta Wellington.
Neste sábado, 24, toda a casa será transformada em uma grande galeria, uma exposição chamada “Desenhos no Pó”.
