Se estivesse entre nós, a escritora cearense Rachel de Queiroz completaria nesta quarta-feira, 17, 100 anos. A data foi o mote para diversas iniciativas para celebrar a efeméride. Lançamentos de livros, republicação de crônicas, debates. A Bienal Internacional do Livro do Ceará, este ano teve a figura de Rachel como centro.
Outra ação que visa homenagear à escritora, é a implantação do Parque Ecológico Rachel de Queiroz, no bairro Presidente Kennedy, em Fortaleza.
A menina Rachel enveredou pelo mundo das letras como colaboradora de jornais em Fortaleza assinando como Rita de Queluz. Aos 19, publicou a obra que deu projeção nacional – O Quinze. O livro teve como pano de fundo a seca que assolou o Ceará por quinze anos.
Em seus livros, crônicas e personagens, a resistência do sertanejo e a bravura da mulher não faltaram como características – Memorial de Maria Moura, Luzia Homem, Caminhos de Pedra, João Miguel, dentre tantos.
Comunista, foi presa por pertencer ao Partido Comunista. Em 1977, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 2003, no Rio de Janeiro.
