Filme foi gravado na cidade de Tauá
nos meses de novembro e dezembro de 2010.
O espaço do Cine Teatro do Parque da Cidade, em Tauá (CE) nos dias 26 e 27, às 19 horas, será palco do pré-lançamento e lançamento do curta-metragem Silêncio Crisol, de Samuel Lima.
No primeiro dia, a exibição acontecerá para convidados. No segundo dia, a exibição será aberta ao público em geral e inteiramente gratuita, numa iniciativa comprometida com a formação de público.
O filme é o primeiro que integra as ações do projeto Curta Sertão, de proponência de Samuel Lima, o qual foi contemplado pela ação Microprojetos Mais Cultura, oriunda de ação parceira entre o Ministério da Cultura (MinC), através da Secretaria de Articulação Institucional (SAI) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Banco do Nordeste do Brasil S/A (BNB), Instituto Nordeste Cidadania (INEC) e órgãos estaduais de cultura, neste caso, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (SECULT).
Nos dois dias, além do lançamento do curta, acontecerá a exibição de um longa-metragem da Programadora Brasil. No espaço do Cine Teatro funciona um cineclube gerido pela Companhia Artística Tauaense – CIART, também contemplada com projeto submetido ao Programa Cine Mais Cultura, do MinC.
Sobre o Silêncio Crisol
O filme fala de uma família que, na contemporaneidade, esfacela suas relações e vive dias silenciantes.
O caráter silencioso que o roteiro aborda também é demonstrado na atuação dos atores, quando as personagens sempre estão permeadas com um quê de silenciosidade, mesmo nas cenas em que o verbal está em destaque.
A palavra “crisol” significa “aquilo em que se apuram os sentimentos; aquilo que serve para patentear as boas qualidades do indivíduo” (Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Ilustrado, 1971). Daí, no filme alguns objetos servem para remeter às personagens, a exemplo da caixa de músicas, que conduz à atmosfera de Benjamim; da bicicleta, que serve como um refúgio à história silenciada de Anselmo e do abajur, que divide a introspecção de Clarisse e Odete.
Crisol, que também significa cadinho, é uma produção que abre espaço às leituras diferenciadas da estrutura familiar atual, comprometendo-se a ser um vaso que reúne a um só tempo o silêncio e a fala que nele reside.
No elenco, atores com experiência teatral como Gilmar Costa e Keciene Alves e a estreia de Matheus Costa e Ofélia Martins. Toda a equipe de produção, elenco de apoio e figurantes é local.
Depois do pré-lançamento e lançamento, começará a sua exibição nos bairros da cidade, com a intenção de mostrar à comunidade em questão que o cinema tem bastante poder de alcance social.
