Vidança. Foto: Alex Hermes.
A Associação Vidança rememora 32 anos de sua trajetória e vivências no trabalho de formação artística para crianças e adolescentes de Fortaleza, principalmente da Vila Velha e adjacências com o espetáculo Histórias de Acordar o Amanhã. Depois de estrar em setembro de 2012, volta ao Theatro José de Alencar para levar música e dança para mais de 2 mil estudantes (do ensino Fundamental, Médio e do EJA – Educação de Jovens e Adultos), através de uma parceria com as secretarias municipal e estadual de educação. As apresentações acontecem nesta quinta-feira, 23, às 15h e às 19h, e na sexta-feira, 24, em sessão única às 19h. A entrada é gratuita e aberta ao público.
Sob a direção da bailarina, coreógrafa e presidente da associação, Anália Timbó, essas histórias e vivências de alunos, professores, colaboradores e gestores da Vidança se traduzem em música, dança, poesia e subjetividade. A sua narrativa é dinâmica, pois as histórias não só se complementam, mas dialogam entre si.
No primeiro momento, Histórias de Acordar o Amanhã apresenta sua protagonista: uma menina que cai como estrela em uma grande e humilde família. Ela se debruça no reconhecimento do lugar e das pessoas, revelando o cenário da Vila Velha e o cotidiano de seus moradores, que vivem do seu trabalho no mangue e no mar.
A seguir, a menina resgata a memória das ruas, a presença muito forte e rica da música e da dança através do axé, da capoeira e da dança de rua. Além da rua, surge o quintal, arena das brincadeiras infantis, que também falam dos costumes dessa gente. Trazendo essas brincadeiras, gestos, narrativas pessoais, canções de dançar em noites de luar nas ruas do mangue, o espetáculo revela raízes da cultura popular cearense.
No cenário de Histórias de Acordar o Amanhã, panos bordados pelos alunos mostram os caminhos que trouxeram essas crianças e adolescentes ao Vidança. Os panos são dispostos no formato de uma estrada, representando a força que a arte possui de mostrar outros caminhos, criar novas oportunidades.
Assim como o cenário, a coreografia e o figurino são criados de forma participativa. Sob direção geral de Anália Timbó, que também realiza a pesquisa de linguagem juntamente com a assessora pedagógica e de dramaturgia Ângela Linhares, a coreografia é uma espécie de decupagem de movimentos que surgem a partir de improvisos mais aprofundados e totalmente inspirados no cotidiano.
Esse projeto, realizado pela Associação Vidança, conta com apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), através do II Edital Mecenas do Ceará (2010/2011), e com a produção da Girândola Comunicação e Arte.
