Na próxima sexta-feira, dia 14 de março, o maestro João Carlos Martins estará no município de Aquiraz para visitar a Associação Tapera das Artes. A ação acontece a partir das 9h da manhã, na sede da instituição, localizada na Rua Raimundo Lopes de Queiroz, S/N no Distrito de Tapera, em Aquiraz. A visita ao Ceará tem como objetivo iniciar no Ceará as ações que visam estender para o Nordeste o sonho do maestro de criar mil orquestras de música em todo o país, sendo cem aqui no Ceará e a Associação Tapera das Artes, atua como a pioneira em abraçar este projeto ousado.
A ONG iniciou suas atividades em 1983, mas desde 1996 direcionou suas atividades para projetos culturais voltados ao desenvolvimento social de crianças, adolescentes e jovens oriundos de famílias de baixa renda, através de programas específicos de Educação para a Arte.
Em 2012 a Tapera das Artes iniciou a parceria com a Fundação Bachiana de São Paulo e com o apoio do Maestro João Carlos Martins protagonizou a viabilização de uma Orquestra Bachiana Jovem em Aquiraz, e no ano de 2013 a ONG iniciou, com o apoio da Petrobrás, um novo programa voltado de musicalização e capacitação em música e artes visuais, atendendo a um público de 458 crianças, adolescentes e jovens do Município de Aquiraz e adjacências. E a sua história continua, fazendo valer a vida de muitos, agora, tendo como fonte a experiência dos seus 30 anos de existência, organiza-se para o cumprimento de mais uma meta, com realização do referencial pedagógico da Instituição, a ser construído com a orientação do maestro Ênio Antunes, autor também da metodologia “A La Corda” adotada no projeto de musicalização da Fundação Bachiana, que poderá ser replicado por outras instituições de ensino de musica pelo nosso pais. É a Tapera das artes, eternizando-se na memória de todos aqueles seres, privilegiados com a oportunidade de toques sublimes com a arte, amante da vida.
As ações da ONG Tapera das Artes geraram sucesso na comunidade local possibilitando em pouco tempo, a sua expansão e propiciando nos anos seguintes, a inclusão de novas vertentes educativas como as atividades voltadas para o desenvolvimento artístico, culminando na formação de vários grupos musicais como: Banda de pífanos “Girassol”, Grupo de Pagode “Sementes da Terra”, Grupo de Chorinho “Feijão de Corda” e Grupo de Forró “Natureza do Forró”, o Espetáculo “Sons e Sonhos”, e a Orquestra Bachiana Jovem de Aquiraz.
A instituição tem apoio permanente do Grupo M Dias Branco e Coelce, uma empresa Endesa Brasil.
Maestro João Carlos Martins João Carlos Martins ocupa um lugar ímpar no cenário musical brasileiro, tendo sido considerado um dos maiores interpretes de Bach do século XX pela crítica internacional, do qual registrou a obra completa para teclado.
Nasceu em São Paulo, no dia 25 de junho de 1940 e iniciou seus estudos de piano aos oito anos com o professor José Kliass, aos treze iniciou a sua carreira no Brasil e aos dezoito no exterior.
Seus concertos no Carnegie Hall, após a sua estreia aos vinte e um anos em apresentação patrocinada por Eleanor Roosevelt, sempre tiveram lotação esgotada. Suas gravações estiveram muitas vezes entre as mais vendidas e jornais como New York Times, Washington Post e Los Angeles Times sempre dedicaram reportagens entusiasmadas pela sua personalidade artística.
Abandonou definitivamente os palcos como pianista no ano de 2002 por problemas físicos. É o único músico brasileiro que teve a sua vida registrada por cineastas europeus por duas vezes, Die Martin’s Passion, já, uma co-produção franco-alemã dirigida por Irene Langman, assistido por mais de um milhão e meio de pessoas na Europa e vencedor de vários festivais internacionais, e Revêrie dos cineastas belgas Johan Kenivé e Tim Herman.
Há seis anos iniciou os seus estudos de regência. Apresentou-se com sucesso em Londres, Paris e Bruxelas como regente convidado, imprimindo em suas interpretações a mesma dinâmica que o fez quando pianista.
Há cinco anos fundou a Bachiana Filarmônica e desenvolveu um trabalho com adolescentes através da sua Bachiana Jovem. Criou a Fundação Bachiana, cujo tema é a arte e sustentabilidade. As orquestras foram unificadas e formam a Filarmônica Bachiana SESI-SP.
Hoje, aos 71 anos, construiu uma sólida carreira com a sua Bachiana Filarmônica SESI-SP, a primeira orquestra brasileira a se apresentar em janeiro de 2007 no Carnegie Hall, feito repetido em 2008.
João Carlos e sua Bachiana retornaram a Nova York em 2009 e 2010, desta vez no Lincoln Center, levando mais uma vez o nome do Brasil para platéias internacionais. Em 2011 voltou aos Estados Unidos, com concertos no Broward Center em Fort Lauderdale, e no Avery Fisher Hall do Lincoln Center em Nova York, levando desta vez como convidados ritmistas da Escola de Samba Vai-Vai, e juntos mostrarão em concertos emocionantes, a influência africana e sua contribuição definitiva para os africanos, quando escravizados no Brasil, contribuíram definitivamente para a formação de nossa identidade musical.
