Dois filmes de alunas da Vila das Artes estão na programação da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes que acontece de 23 a 31 de janeiro, na cidade de Tiradentes (MG). O Festival é considerado o mais importante do país, dentro do circuito do cinema contemporâneo autoral e independente. A programação é gratuita.
“Arianas” (foto), de Hylnara Anny Vidal e “Miragem” de Virgínia Pinho, alunas do Curso de Realização em Audiovisual da Escola Pública de Audiovisual (EAV) foram produzidos durante o Ateliê Imagem e Narrativa.
“Arianas” será exibido no sábado, 24, às 19h, na Mostra Panorama/ Sessão de Curtas. Já “Miragem” tem exibição no sábado, 31, às 17h, na Mostra Formação/ Sessão de Curtas.
“É importante que os filmes que são produzidos dentro da Escola circulem, produzam pensamentos, compartilhem sensações. Essa importância de exibi-los é a mesma responsabilidade de produzi-los, principalmente quando os filmes surgem de dentro de uma Escola de formação em audiovisual em que se pensa as formas colaborativas de trabalho e de criação. Portanto, a experiência de exibir os filmes em
festivais, mostras e cineclubes é sim também um ato político de se fazer ver essas produções”, afirma Rúbia Mércia Medeiros, coordenadora
da Escola Pública de Audiovisual.
Sobre o Festival
A seleção de longas apresenta 37 filmes, nas mostras Aurora, Homenagem, Transições, Autorias, Sui Generis, Praça, Bendita e Mostrinha, uma sessão Cine-Debate e a sessão de encerramento, com o
mineiro “Ela Volta na Quinta”, de André Novais Oliveira. “A dinâmica dramática e narrativa do deslocamento de corpos tem sido recorrente no cinema brasileiro recente, em produções menos ou mais independentes, menos ou mais caras, menos ou mais convencionais”, destaca o curador
Cléber Eduardo.
Duas das seções de longas terão caráter competitivo. Na Mostra Aurora, dedicada a filmes independentes de diretores com até três longas no currículo, disputam o prêmio do Júri da Crítica e o Prêmio Itamaraty de R$ 50 mil. O júri vai ser composto pela professora e pesquisadora da UFRJ Guiomar Ramos (RJ); pela professora e pesquisadora da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) Amaranta César (BA); pela professora da Universidade Anhembi Morumbi Bernadette Lyra; pelo crítico, pesquisador e curador Ewerton Belico (MG); e pelo crítico Enéas de Souza (RS). Eles vão avaliar os seguintes títulos: “A Casa de Cecília” (RJ), de Clarissa Appelt; “Mais do que eu Possa me Reconhecer” (RJ), de Allan Ribeiro; “Medo do Escuro” (CE), de Ivo Lopes Araújo; “O Signo das Tetas” (MA), de Frederico Machado; “Ressurgentes: Um Filme de Ação Direta” (DF), de Dácia Ibiapina; “Teobaldo Morto, Romeu Exilado” (ES), de Rodrigo de Oliveira; e “O Animal Sonhado” (CE), de Breno Baptista, Luciana Vieira, Rodrigo Fernandes, Samuel Brasileiro, Ticiana Augusto Lima, Victor Costa
Lopes.
