Minimuseu Firmeza é o legado deixado pelos artistas plásticos, Estrigas e Nice Firmeza. Foto:Gentil-Barreira.
A Comissão Estadual do Ceará do Prêmio Rodrigo de Melo Franco Andrade, reuniu-se nesse mês de junho de 2015 na Superintendência do IPHAN Ceará para julgar as ações inscritas referentes à edição do prêmio 2015. O projeto Catalogação e Revitalização do Minimuseu Firmeza foi o selecionado para representar o estado do Ceará e concorrer ao prêmio no âmbito nacional.
A 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tem por objetivo reconhecer ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro que mereçam registro, divulgação e reconhecimento público em razão da sua originalidade, vulto ou caráter exemplar.
O projeto do Minimuseu Firmeza concorre à Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro.
O legado
O casal de artistas plásticos Nice e Estrigas dedicaram quase 50 anos de suas vidas à preservação do patrimônio histórico e cultural das artes no Ceará. Falecidos em 2013 e 2014 respectivamente, a sobrinha-neta e herdeira do Minimuseu, Rachel Gadelha, deseja dar continuidade ao legado do casal na preservação deste patrimônio, permitindo que o Minimuseu continue com sua política de democratização de acesso a seu acervo.
Histórico
O Minimuseu apresenta simbolicamente toda a história das artes plásticas no Ceará. Aberto ao público em 1969 e mantido exclusivamente, sem apoio financeiro público ou privado, por mais 40 anos pelo casal de artistas plásticos Nice Firmeza e Nilo Firmeza, o Estrigas. Atualmente composto por mais de 500 objetos, entre pinturas, desenhos e esculturas, livros, jornais e outros documentos. O acervo é constituído por nomes como Mário Barata, Antônio Bandeira, Raimundo Cela, Aldemir Martins, Barrica, Chico da Silva, Barbosa Leite, Vicente Leite, Delfino, o suíço Jean Pierre Chabloz, Raimundo Campos, Afonso Bruno, Zenon Barreto, Sinhá D’Amora, dentre outros. Além das obras do casal de artistas. Uma verdadeira narrativa da história da arte no Ceará, com seus movimentos, estilos, especificidades e influências, quebras de paradigmas, novas linguagens e novos suportes da arte moderna. O museu funciona junto à residência do casal, um casario histórico, localizado em um sítio no bairro Mondubim. Atualmente, a Gestão do Minimuseu Firmeza vem se articulando para potencializar a captação de recursos financeiros e operacionais, buscar apoio para manutenção do equipamento, realizar parcerias e suporte técnico para garantir a continuidade das ações, a adequada conservação do acervo e disponibilização do Minimuseu para visitação.
