O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura inaugura neste, 14, às 17h, a exposição “O Sertão Alegre de Babinski: Figuração e Oralidade no Ceará”, com curadoria de Dodora Guimarães. Composta por gravuras e pinturas a coleção fica em cartaz no Museu da Cultura Cearense até 31 de julho. Esta é uma oportunidade de reconhecer o trabalho de um dos maiores artistas que adotou o nosso estado como terra natal: o polonês Maciej Babinski. (Foto: Hélio Filho)
Maciej Babinski além de completar 85 anos este ano, comemora 25 anos de sertão cearense com 50 obras contemporâneas (pinturas e gravuras), com a série inédita de pinturas realizadas entre 2006 e 2016.
A exposição comemorativa é também um agradecimento do artista ao ‘novo de sempre’ que encontrou na natureza e povo do sertão cearense, que fez seu trabalho se desenvolver gradualmente através de um sentido mais humano.
A curadora, Dodora Guimarães, afirma que Babinski é uma lenda viva da arte brasileira. “Viva o Ceará que o acolheu e agora desfruta da boa arte produzida por este pintor, gravador e aquarelista que se agiganta ao falar do périplo que percorreu até chegar a Várzea Alegre, onde além de uma família sertaneja ele encontrou o imaginário que o fez pintor. E quê pintor!”, ressalta.
O artista que conviveu com Oswaldo Goeldi, Augusto Rodrigues e Darel Valença Lins, nos primeiros anos vividos no Brasil, no Rio, e anos mais tarde em São Paulo, com Wesley Duke Lee e Evandro Carlos Jardim, dentre outros expoentes da história da arte brasileira, há 25 anos deixou-se encantar por Lidia, e com ela fincou sua âncora no Sítio Exu, a poucos quilômetros do centro de Várzea Alegre.
Babinski abriu o seu atelier para a nova paisagem e a nova figuração do entorno. A este sinal verde, uma corrente migratória humana adentrou, se fazendo presente, impondo-lhe cores novas e ardentes, e exigindo-lhe espaços em crescente expansão. O grafista cedeu ao canto da sereia sertaneja. As 19 pinturas que deságuam na nova exposição, foram todas produzidas após as suas últimas exposições em Fortaleza, no Sobrado Dr. José Lourenço, e em São Paulo, no Museu AfroBrasil, em 2012. Marcadamente cearenses, são também as 31 gravuras realizadas na técnica da água forte, no seu belo e exemplar atelier instalado no Sítio Exu.
Sua trajetória no Brasil é bastante expressiva, onde inclui trabalhos realizados em grandes metrópoles como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Participou de várias exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais.
O artista nasceu em Varsóvia, em 1931. Durante a 2ª Guerra, sua família abandonou a Polônia, instalando-se na Inglaterra e depois no Canadá. Babinski emigrou para o Brasil com 22 anos, em 1953.
Serviço
Abertura da exposição “O Sertão Alegre de Babinski: Figuração e Oralidade no Ceará”
Sábado, dia 14 de maio de 2016
Horário: às 17h
Piso superior do Museu da Cultura Cearense
Visitação a partir do dia 15 de maio até 31 julho (de terça a sexta, das 9h às 19h e aos sábados, domingos e feriados das 14h às 21h)
Gratuito
