A Ford realizou na última sexta-feira, 08, em Fortaleza,a premiação de estudantes de quatro universidades brasileiras por suas ações criativas e únicas de solucionar necessidades específicas em pequenas comunidades, com o intuito de transformá-las em locais mais sustentáveis para se trabalhar e viver. Em parceria com o Ford College Community Challenge (Desafio Ford Universidade e Comunidade), e a Enactus, ONG internacional presente em 36 países, o programa premia os vencedores do ciclo 2015/2016. (Foto: Divulgação)
No Brasil, foram destacados os trabalhos da Universidade Federal Rural da Amazônia, em Belém (PA); Universidade Luterana do Brasil, em Santarém (PR); Universidade Estadual Paulista, em Assis (SP); e Universidade Federal do ABC, em Santo André (SP). “O objetivo dessa iniciativa é encontrar abordagens inovadoras para a construção de comunidades sustentáveis. As áreas potenciais de foco dos projetos participantes podem incluir energia alternativa, a sustentabilidade ambiental, agricultura e mobilidade sustentáveis, a conservação da água ou o desenvolvimento econômico”, disse Adriane Rocha, gerente de Responsabilidade Social da Ford.
Iniciativas sustentáveis
Entre as iniciativas premiadas está o projeto Ibiratã, do time Enactus UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia). Em parceria com a cooperativa de catadores COCAVIP, localizada no distrito de Icoaraci, em Belém, no Pará, a ação tem o intuito de desenvolver a fabricação de móveis e artigos de decoração de pallets com materiais reciclados. O projeto também contempla a criação de uma lan house no segundo andar da creche, onde os filhos dos catadores têm conhecimentos de informática em máquinas montadas através de doações de peças de computadores em bom estado.
O projeto H2ORTA, da Equipe Enactus ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), que consiste em uma horta flutuante, que funciona em cima de uma base de garrafas PET, é outro premiado. Localizada no bairro de Aritapera, em Santarém (PR), a iniciativa contempla inicialmente oito famílias, mas a ideia é expandir o projeto. Originalmente desenhado para ter uma horta por casa, foi alterado para uma horta comunitária, pois assim seria mais fácil dos moradores do local manterem-na bem cuidada.
De Assis, no interior de São Paulo, vem outro premiado. O Projeto Energia Orgânica, da equipe Enactus UNESP (Universidade Estadual Paulista), é dividido em três grupos de trabalho específicos. O Grupo COCASSIS é responsável pela retirada dos equipamentos e transferência dos mesmos para a universidade, ou diretamente para a agroindústria de leite, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente da cidade de Assis.
O grupo APRUMAR documenta a parceria entre a agroindústria de leite e o time Enactus UNESP pela adaptação do biodigestor em relação às dimensões do novo terreno onde ele será instalado. O grupo de pesquisa sobre biodigestores é responsável por coletar o máximo de informações sobre o funcionamento, as bases microbiológicas do processo e o estudo do substrato utilizado por um biodigestor, entre outros.
Por fim, o Projeto Teia de Trabalho, da equipe Enactus UFABC (Universidade Federal do ABC), surgiu no NUPE (Núcleo de Projetos Especiais) em Santo André (SP), espaço mantido pela Prefeitura e que trata pacientes com deficiências mentais. Dividido em sete oficinas terapêuticas, o projeto tem a intenção de melhorar a qualidade de vida desses pacientes, levantando as necessidades das oficinas para melhorar o desempenho delas por meio de investimentos em equipamentos e materiais, e comercializar os produtos feitos nas oficinas.
