O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega à 49º edição a partir desta terça-feira, 20, e segue até terça-feira, 27 de setembro. E vem trazendo mudanças que renovam seu perfil e aprofundam sua vocação como espaço privilegiado para a troca de experiências e de pensamento. O Festival contará com nove filmes de longa-metragem na Mostra Competitiva – e não os tradicionais seis títulos – além dos 12 curtas ou médias. São filmes produzidos em todas as regiões do País, oferecendo um amplo painel da produção cinematográfica nacional. As exibições acontecerão no Cine Brasília, com reprise no Cine Cultura Liberty Mall. A festa do cinema brasileiro começa já na noite de abertura, no dia 20, a partir das 20h30, quando serão exibidos o curta ‘Improvável Encontro’, de Lauro Escorel, e o longa ‘Cinema Novo’, de Eryk Rocha. (Foto: Deserto/Divulgação)
Durante oito dias, a programação inclui atividades que se estendem da manhã à noite e têm, com exceção das mostras competitivas, entrada franca. São mostras paralelas, sessões especiais, Festivalzinho, encontros, debates, seminários, palestras e lançamentos, que irão ocupar o Foyer do Cine Brasília ou salas do Hotel Kubitschek Plaza, que será a sede do Festival. Para algumas destas atividades, é preciso fazer inscrição prévia e passar por um sistema de seleção. Para outras, basta chegar cedo para garantir lugar. A programação inclui ainda a Mostra Brasília (também de caráter competitivo), que será exibida em três diferentes horários, ao longo do sábado e do domingo.
Também será entregue pela primeira vez nesse ano, quando o grande intelectual responsável pela criação do Festival de Brasília estaria completando 100 anos de idade, a Medalha Paulo Emílio Sales Gomes. A primeira Medalha será entregue a Jean-Claude Bernardet, considerado por muitos como o mais importante crítico de cinema vivo do Brasil, e que completa, em 2016, 80 anos de idade.
Sob a curadoria do crítico e cineasta Eduardo Valente, o 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresentará uma programação marcada pela inquietação estética e política que tem caracterizado a arte nos tempos atuais. Diz o curador: “Os nove longas selecionados nos iluminam algo sobre o estado do mundo e das relações humanas hoje: um tempo de inquietações e angústias, mas também de luta, resistência e afirmações de identidades. Os 12 curtas e médias oferecem um recorte extremamente potente, e em conjunto com a seleção de longas, apresentam um panorama de um cinema brasileiro pulsante, que vai mexer com a plateia do Festival”.
Dentre os curtas, médias e longas-metragens selecionados estão produções dos estados de Minas Gerais (com cinco títulos), São Paulo e Rio de Janeiro (quatro filmes), Pernambuco (dois), Amazonas, Ceará, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Maranhão e Bahia (com uma produção cada um). Dentre os longas, coproduções internacionais, com Portugal e Costa Rica.
O corpo de jurados responsável por indicar, dentre os longas-metragens, os premiados em cada categoria será formado pela atriz brasiliense Camila Márdila (premiada como melhor atriz no Sundance Film Festival 2015), pela produtora brasileira-moçambicana Diana Almeida, o professor João Luiz Vieira, a diretora de fotografia Kátia Coelho, o crítico Luiz Carlos Merten, a atriz e escritora Mayana Neiva e o cineasta e roteirista Paulo Caldas.
Já para os curtas e médias-metragens o júri será integrado pelo cineasta e curador Andy Malafaia, a jornalista e exibidora Anna Karina de Carvalho, o cineasta e professor Fernando Severo, o cineasta José Araripe Jr., e a realizadora e montadora Nathalia Tereza (que recebeu no ano passado o prêmio de melhor diretora na competição de curtas do Festival).
O 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é presidido pelo Secretário de Cultura Guilherme Reis, com coordenação geral de Sérgio Fidalgo (Coordenador de Audiovisual), tendo Graça Coutinho como coordenadora adjunta e Eduardo Valente como curador. Integram, ainda, a comissão de organização do Festival, o crítico e professor de cinema, Sérgio Moriconi, e a professora, realizadora e pesquisadora de cinema da UnB, Tânia Montoro. Patrocínio do BNDES, Petrobras, Terracap e Banco de Brasília – BRB. Apoio da Lei de Incentivo à Cultura, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Canal Brasil, Revista de Cinema, O2Pós, TV Globo. Realização: Secretaria de Cultura do DF.
Longas-metragens selecionados
1. A cidade onde envelheço, de Marilia Rocha, 99min, 2016, MG/Portugal
2. Antes o tempo não acabava, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, 85min, 2016, AM
3. Deserto, de Guilherme Weber, 100min, 2016, RJ
4. Elon não acredita na morte, de Ricardo Alves Jr., 75min, 2016, MG
5. Malícia, de Jimi Figueiredo, 87min, 2016, DF
6. Martírio, de Vincent Carelli, em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita, 160min, 2016, PE
7. O último trago, de Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti, 90min, 2016, CE
8. Rifle, de Davi Pretto, 85min, 2016, RS
9. Vinte anos, de Alice de Andrade, 80min, 2016, RJ/Costa Rica
Curtas e médias selecionados
1. Abigail, de Isabel Penoni e Valentina Homem, 17min, 2016, RJ/PE
2. Bodas de papel, de Keyci Martins e Breno Nina, 12min20, 2016, MA
3. Confidente, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes, 12min, 2016, RJ
4. Constelações, de Maurilio Martins, 25min, 2016, MG
5. Demônia – melodrama em 3 atos, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet, 17min, 2016, SP
6. Estado itinerante, de Ana Carolina Soares, 25min, 2016, MG
7. O delírio é a redenção dos aflitos, de Fellipe Fernandes, 21min, 2016, PE
8. Os cuidados que se tem com o cuidado que os outros devem ter consigo mesmos, de Gustavo Vinagre, 22min, 2016, SP
9. Ótimo amarelo, de Marcus Curvelo, 20min, 2016, BA
10. Procura-se Irenice, de Marco Escrivão e Thiago B. Mendonça, 25min, 2016, SP
11. Quando os dias eram eternos, de Marcus Vinicius Vasconcelos, 12min, 2016, SP
12. Solon, de Clarissa Campolina, 16min, 2016, MG
Mais informações: www.festbrasilia.com.br
