Para comemorar o aniversário de 48 anos do mítico Festival de Woodstock, o Centro Cultural Banco do Nordeste promove neste sábado (19), evento especial em homenagem ao encontro que personificou o espírito dos anos 60, da geração de paz, amor, rock ´n roll e rebeldia, da contracultura e do protagonismo do jovem na sociedade, do sonho de mudar o mundo, do difícil exercício de despertar. (Foto: Reprodução)
Pelo programa “Hoje é Dia de Rock”, a homenagem ao festival de Woodstock contará com um show de Fets Domino, Sara Gabriel e Shirley Cordeiro, outro de Felipe Cazaux, Nayra Costa e Nigroover. Além de performances e declamação de poemas pelos atores e cantores Ilya Borges e Georges Alexander , de decoração especial temática, alusiva ao flower-power, ao movimento hippie, às cores e aos sonhos da juventude de Woodstock, e da presença de convidadas como Mari Von Raven (consultora feminina, com o oráculo das deusas e bijus funcionais do Círculo Venusiano), Ysa Nuit (taróloga, trabalha com o tarot terapêutico). A entrada é franca em todas as atividades.
Em agosto de 1969, entre os dias 15 e 18, uma fazenda próxima à cidade de Bethel, no interior do estado de Nova York, EUA, recebeu um público de proporções jamais esperadas, para o que começou a ser planejado como um festival de música e artes, mas terminou por alcançar um patamar muito superior, se tornar um dos grandes marcos da história contemporânea, dos pontos de vista artístico, estético, social, comportamental.
Ao longo de três dias que se tornariam quatro, mais de 30 dos maiores artistas e grupos que fizeram a revolução sonora dos anos 60 se apresentaram para incríveis mais de 500 mil espectadores. Muito mais do que se pensara inicialmente, o que levou os organizadores a ter de suspender a venda de ingressos, derrubar as cercas divisórias, ampliar a área para o público e procurar mobilizar às pressas, com o auxílio dos moradores locais, água, comida e auxílio a tantos jovens cabeludos em velhas roupas coloridas, que chegavam de todo lugar, estrangulando as estradas e fazendo que os helicópteros fossem o único meio de levar os músicos ao palco. Em condições tão adversas, somente o espírito de paz e amor poderia ter conduzido o público à serenidade e ao cuidado mútuo que impediram a grande tragédia que poderia ter acontecido em caso de pânico ou caos.
Registrado em um belíssimo documentário com grande destaque para a trilha sonora, Woodstock permanece, quase 50 anos depois, como um marco para a história do rock, da juventude, da sociedade. Uma grande lembrança e uma prova inconteste de que outra sociedade e outro pensamento são possíveis, para além do consumo, do capital, da competição e do status quo, apesar dos tantos desafios de nosso tempo, que reclamam novas formas de integração e mobilização do público jovem, em busca de seu próprio despertar.
