Vitrine de editoras, livrarias e distribuidoras brasileiras, além de representantes internacionais, a 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo também será o palco de ações em prol de uma literatura mais inclusiva com a participação da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Durante o evento, a instituição ressalta a importância do braille, única ferramenta que garante a alfabetização de crianças com deficiência visual no Brasil e em todo o mundo. “As novas tecnologias vêm auxiliando – e muito – na inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão. Porém, quem nasce com a deficiência visual só aprende a ler e a escrever, de fato, por meio do braille”, explica Alexandre Munck, superintendente da Fundação, que integra a mesa “Em busca da acessibilidade: o status dos livros acessíveis”, que acontece às 12h15 desta quinta-feira, 2 de agosto, no Holiday Inn, dentro da programação do InterLivro: Encontro Internacional de Profissionais do Livro.
O evento, que conta com a curadoria do PublishNews, também será o palco para o lançamento da 2ª edição – revisada e ampliada – de “Braille!? O que é isso?”, livro que faz parte da coleção Série Dorina Nowill, que também estará disponível no formato digital acessível, EPUB 3, em CD, com conteúdos extra. “Reeditamos essa obra lançada originalmente em 2008 porque, apesar de centenário, o braille é um sistema vivo, que se renova e acompanha os avanços da sociedade contemporânea, como a inclusão das hashtags, por exemplo. Com essa nova edição, reforçamos a importância do Sistema Braille no processo de alfabetização, mostrando que ele se mantém como o principal processo de escrita e leitura para pessoas cegas e o mais adotado em todo o mundo”, conta Itamar Junior, diretor da divisão de Soluções em Acessibilidade da Fundação Dorina Nowill para Cegos. “Braille? O que é isso?” será distribuído gratuitamente a todos os participantes do InterLivro e, após a Bienal, será enviado às editoras como forma de divulgação e conscientização sobre a importância do sistema para 6,5 milhões de brasileiros com deficiência visual.
Um Brasil mais inclusivo
Entre os dias 03 e 05 de agosto, das 10h às 19h, A Incrível Máquina de Livros, iniciativa da Infinito Cultural em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), promove sua já famosa troca de livros. Entre as novidades desta ação, realizada dentro da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo está a parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, que doa 100 publicações infantis acessíveis em braille e fonte ampliada, além da versão em audiolivro (CD). A iniciativa inclusiva promete surpreender o público. Ao inserir um livro em boas condições na Máquina para transformá-lo em outro novo, o usuário define se quer uma obra para adultos ou crianças e, entre os participantes que optarem por publicações infantis, 100 serão presenteados com versões acessíveis, que podem ser lidas por todos: videntes e também pessoas cegas ou com baixa visão.
Vale lembrar que A Incrível Máquina de Livros é um projeto de incentivo à leitura e formação de leitores, que vem atraindo a atenção do público pelo viés da fantasia e da imaginação. Antes de estacionar na Bienal, em cinco meses, a iniciativa rodou 15 mil quilômetros, passando por 17 cidades em 13 Estados brasileiros. Durante esse período, transformou 30 mil livros para os leitores de Blumenau, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Guarulhos, João Pessoa, Londrina, Natal, Niterói, Poços de Caldas, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e Salvador. A Incrível Máquina de Livros conta com patrocínio do papel Pólen, um produto Suzano Papel e Celulose.