Thabata vive e convive com a música desde os 9 anos de idade, quando a mãe se casou com artista circense, ela foi morar no circo e começou a se apresentar neste cantando, de pop a sertanejo. Mais madura, seu timbre se mostrou adequado às bandas de axé, onde passou a fazer carreira. Até ser chamada para substituir Joelma na formação renovada, ao lado de Ximbinha, no Xcalypso.
A cantora, foi descoberta por Rick Bonadio, através de uma live em uma rede social. Com o produtor musical, o trabalho de Thabata ganhou tamanha pluralidade de gêneros, remetendo ao Norte e Nordeste do país.
“Credo, que Delícia” abre a porta com tudo o que tem direito – referência às guitarradas do Pará, ao calypso (gênero), ao tecnomelody, sintetizador e urgência na letra: “Tô cansada de me ver/No seu TBT/Você é meu passado/Não tô nem aí pra você/(…)O mundo dá mil voltas/Posso me arrepender”. O timbre imponente de Thabata sobressai em “Fim da Solidão”, onde o tecnomelody fica explícito na riqueza de componentes que o formam – algo como carimbó encontra maxixe e merengue em uma festa regada a Jovem Guarda.
O trabalho viaja ainda mais na latinidade em “Sessão Privê”, com violão quase flamenco e os ingredientes todos já citados, dosagem alta de Reggaeton e pé na tábua em cúmbia e merengue. O EP ainda conta com “Chicletim”, que traz uma mistura de axé e lambada entre efeitos eletrônicos.
