Sob a batuta do maestro Guilherme Mannis, a Orquestra Sinfônica Brasileira realiza nesta terça-feira, 10, o primeiro concerto da Série Clássica Brasileira do ano. A apresentação será no Teatro Riachuelo Rio, às 19h, e terá programa composto por obras de Camargo Guarnieri, Villa-Lobos e Mozart.
Com curadoria do compositor Antônio Ribeiro, compartilhada com a Comissão Artística da OSB, a Série Clássica Brasileira apresentará dez concertos ao longo de 2020. Em seus programas estarão obras que marcaram os 80 anos da Orquestra Sinfônica Brasileira e peças de compositores de destaque na história da música sinfônica nacional desde Carlos Gomes, Heitor Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Lorenzo Fernandez e Francisco Mignone até artistas contemporâneos como Ernani Aguiar, Marco Pereira, Edino Krieger e João Guilherme Ripper. O repertório da série conta também com obras de compositores estrangeiros do período clássico. “É uma maneira de homenagearmos a OSB, os compositores brasileiros e o período em que se consolidou a formação da orquestra como a concebemos hoje” – explica o curador.
A noite terá início com Camargo Guarnieri e sua íntima ligação com as melodias populares. O Concerto para Cordas e Percussão foi composto para a Orquestra Armorial de Câmara de Pernambuco, e insere, no austero universo da orquestra de cordas, ritmos característicos do nordeste brasileiro, tais como o “coco”, de Pernambuco. Na sequência, a Sinfonia nº25, de Mozart, composta pelo compositor em sua adolescência, mas já mostrando seu domínio de escrita e dramaticidade peculiar que caracterizariam suas obras posteriores. Completando o programa, a Suíte nº2 de Villa-Lobos. Composta em Nova York, no último ano de vida do autor, é uma peça que se utiliza de formas barrocas para expressar melodias das mais variadas inspirações. O mote rítmico do último movimento – Macumba (Evocação dos Espíritos) – culmina em uma grande e arrebatadora apoteose, digna das mais inspiradas peças de Villa.
O maestro convidado para o concerto, o paulistano Guilherme Mannis, regerá a Orquestra Sinfônica pela primeira vez. No entanto, quando o assunto é o repertório selecionado, Mannis é um velho conhecido, pois já regeu as três peças por muitas vezes, tendo gravado a Suíte nº2 com a Sinfônica de Sergipe – orquestra da qual é diretor artístico e regente titular – em CD especial produzido para o cinquentenário do falecimento de Villa-Lobos. “Trata-se de nosso retrato musical, das emoções de nosso povo traduzidas em sons, em ideias musicais. Parece óbvio, mas é necessário frisar que não há orquestras mais adequadas para a música brasileira do que as nacionais. Vivemos o Brasil, entendemos o Brasil diariamente, em suas belezas e mazelas. É importante que tal poesia esteja em nossas salas de concerto, por vezes tão afastadas da realidade. Precisamos valorizar nossa identidade, independentemente de estéticas ou linhas composicionais” – afirma o maestro.
Serviço
Orquestra Sinfônica Brasileira | Série Clássica Brasileira
Guilherme Mannis, regente
Dia 10 de março (terça-feira), às 19h
Local: Teatro Riachuelo
Endereço: Rua do Passeio, 38/40 – Centro – Rio de Janeiro-RJ
Ingressos:
Plateia VIP: R$ 80,00 (R$ 40,00 meia)
Plateia e Balcão Nobre: R$ 50,00 (R$ 25,00 meia)
(vendas na bilheteria do Teatro Riachuelo e no site Sympla)
