Em junho, ZéVitor lançou o EP autoral “Amor e Minimalismo”, seguido logo depois por “Lua em Escorpião” e “O Jeito Que Fala”, que estarão em seu próximo álbum, Ressignificar, que sairá em outubro. É isso mesmo, ZéVitor não para e vem mostrando um trabalho bastante heterogêneo. Se as duas primeiras canções do novo álbum já soam bem distintas uma da outra, a faixa-título Ressignificar indica ainda uma terceira via, onde cabem devidamente embaralhados todos os adjetivos usados noutros releases para descrever o artista e sua obra em suas diversas nuances: pop, intimista, delicado.
O single Ressignificar chega nas plataformas de música nesta sexta-feira, 28 de agosto. Com piano Rhodes e cordas pontuais, o arranjo é requintado. Sem deixar que a tensão entre o discurso e a melodia desloque o sentido do conjunto, a canção faz uma bela junção das palavras e dos intervalos musicais.
Direta ainda que sutil, a letra até guarda alguma semelhança com o single “O Jeito que Fala”, pelo aspecto apaixonado com que o autor se expõe: “Diz quanto tempo nos sobrou pra reacender/Um encontro entre as chamas que não cessam de arder/Cantei até amanhecer/Como se, de manhã, você fosse aparecer”. Mas se, ao contrário de “Lua em Escorpião”, ZéVitor dispensa o vocabulário místico que lhe é característico, a capa de Lucas Paixão realça esse universo e a impossibilidade do amor descrito na canção.
Ressignificar sucede duas bem sucedidas colaborações com Kamaitachi (Bruxa) e Konai (Castelo de Areia), um dueto com Fagner (Versos Ardentes), vários singles e clipes, os EPs “Amor e Minimalismo” (2020) e “Crônicas de Um Amor” (2019), e o álbum “Cronológico” (2018).
