O avanço da tecnologia tem provocado mudanças profundas no mercado de entretenimento — e a experiência do público em shows e festivais é um dos exemplos mais evidentes dessa transformação. Com o uso crescente da inteligência artificial (IA), grandes produções musicais estão se tornando verdadeiros espetáculos tecnológicos, redefinindo não apenas a forma de consumir música ao vivo, mas também a conexão entre artistas e fãs.
(Foto: Reprodução/Instagram LollapallozaBr)
Eventos de grande porte como o Lollapalooza Brasil 2026 já incorporam essas inovações. Na edição realizada em março, em São Paulo, a OpenAI estreou como parceira oficial de inteligência artificial, utilizando o ChatGPT como guia interativo para os visitantes. A tecnologia foi aplicada de forma prática e acessível, oferecendo um GPT personalizado que ajudava o público a montar sua agenda, descobrir novos artistas e receber recomendações de shows de acordo com seus interesses.
Entre as ativações, chamaram atenção os chamados “orelhões do GPT”, instalados em áreas estratégicas do evento, onde o público podia interagir diretamente com a IA por meio de telefones. Além disso, a ferramenta estava disponível via aplicativo, link dedicado e QR codes espalhados pelo autódromo, facilitando o acesso à programação, tirando dúvidas em tempo real e ajudando até na escolha dos melhores horários para circular pelo festival.
Outro exemplo marcante dessa transformação tecnológica é a turnê The Eras Tour, da cantora Taylor Swift. Considerada uma das maiores produções musicais da atualidade, o espetáculo incorporou inovações que ampliaram a experiência tanto para quem estava no estádio quanto para o público remoto.
Nos bastidores, sistemas avançados de áudio garantiram qualidade sonora de alto nível, com microfones sem fio e processamento sofisticado de efeitos. Já no palco, pisos interativos de LED criaram cenários dinâmicos e imersivos, enquanto holofotes inteligentes acompanhavam cada movimento da artista, proporcionando uma experiência visual altamente envolvente.
A inteligência artificial também teve papel importante na comercialização de ingressos. Algoritmos foram utilizados para analisar demanda, histórico de vendas e tendências de mercado, permitindo a adoção de preços dinâmicos. Além disso, soluções de segurança cibernética ajudaram a proteger as transações financeiras e os dados dos fãs.
Esse avanço da IA não se limita ao entretenimento musical. A tecnologia já impacta áreas como esportes, mercado de trabalho e educação. Pensando nisso, a IBM, em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), está oferecendo uma capacitação gratuita por meio da plataforma IBM SkillsBuild. O conteúdo aborda, de forma introdutória, o uso da tecnologia em diferentes contextos — incluindo eventos como partidas de futebol, corridas de Fórmula 1 e grandes turnês musicais.
Os cursos são rápidos, com duração média de 15 a 30 minutos, e oferecem certificado de participação. Interessados podem acessar a plataforma pelo link ibm.biz/ciee-all para conhecer as opções disponíveis.
Com iniciativas como essas, fica claro que a inteligência artificial não é apenas uma tendência, mas um elemento central na construção do futuro do entretenimento — tornando experiências cada vez mais personalizadas, imersivas e conectadas.
