Hoje sábado, a jornalista Adísia Sá completa 80 anos de vida. E uma vida dedicada ao jornalismo, o fazer da palavra como ofício em 54 anos de jornalismo, onde marcou pioneirismo
e ousadia. Para a mãe, Adísia viveria para o lar, casamento e filhos, já o pai apoiou a filha na escolha. E a menina Adísia se tornou a primeira mulher a atuar em redação de jornal como profissional no Gazeta de Notícias, onde permaneceu até 1970.
À ela também coube o papel de ser a primeira Ombudsman de jornal no Ceará. De fato, enumerar seus feitos comporá uma lista infidável, dos quais está o de implantar o curso de Jornalismo na Universidade Federal do Ceará.
Vê-se que a jornalista pensou à frente a necessidade e importância da capacitação e profissionalização de uma classe trabalhadora. Infelizmente por uma decisão de um juiz federal e demais interessados no desmantelo da profissão de jornalista, a exigência do diploma caiu numa pendenga.
Me admira a professora, filósofa, escritora e judia por simpatia, por sua longevidade, a chama aguerrida que flameja em sua vida, e sem deixar de produzir.
Domingo passado o jornal O Povo, do qual é Ombusdman emérita e figura representativa, antecipou a comemoração dedicando-lhe o caderno Vida&Arte Cultura. No caderno especial, o leitor adentrou ao universo da aniversariante. A figura feminina que para muitos parece severa, declarou que não quer ser esquecida. E não será.
