Lançado nesta quinta, 21, dentro da programação da Encontro Terceira Margem, da Bienal De Par Em Par da Bienal Internacional de Dança do Ceará.
Nosso tempo parece cada vez mais assombrado por um temor amplo e difuso às sombras do esquecimento. Em uma era destituída de transcendência, em que perspectivas de longo prazo tendem a se esvaziar, o medo de envelhecer se associa à sensação inquietante de perda progressiva da memória. Envelhecer e esquecer se tornam problemas precoces, a serem mitigados por novos fármacos e por toda sorte de fitness cerebral. A abordagem dessa densa problemática contemporânea se enriquece com a retomada do pensamento de dois filósofos que propuseram instigantes conceitos de memória e de esquecimento nas últimas décadas do século XIX: Henri Bergson e Friedrich Nietzsche.
Maria Cristina Franco Ferraz é professora titular de Teoria da Comunicação da Universidade Federal Fluminense/UFF, doutora em Filosofia pela Sorbonne, com três estágios de pesquisa pós-doutoral em Berlim (Alemanha). Coordenadora do doutorado internacional Erasmus Mundus Estudos Culturais em Interzonas Literárias. Autora das obras: Nietzsche, o bufão dos deuses (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994; Ediouro / Sinergia: 2009 e Paris: L’Harmattan, 1998), Platão: as artimanhas do fi ngimento (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999; Ediouro / Sinergia, 2009), Nove variações sobre temas nietzschianos (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002).
