Bacantes, uma das mais conhecidas – e polêmicas – obras do Teatro Oficina, Bacantes reconstitui o ritual de origem do Teatro em 25 cantos e cinco episódios. Com música composta por Zé Celso (que também assina a autoria e direção), a última tragédia grega conhecida – Bakxai (406 a.C.), de Eurípides –, é encenada como ópera de Carnaval para cantar o nascimento, morte e renascimento de Dionisio, deus do Teatro, do vinho, do Carnaval. O espetáculo mostra a chegada de Dionisio (Marcelo Drummond), filho de Zeus (Hector Othon) e da mortal Semelle (Anna Guilhermina), em sua cidade natal, TebaSP, que não o reconhece como deus. Trava-se o embate entre o prefeito de Tebas Penteu (Fred Steffen), filho de Agave (Cellia Nascimento), que tenta proibir a realização do Teatro dos Ritos Báquicos oficiados por Dionisio e o Coro de Satyros e Bacantes nos morros da capital Tebas, governada por Kadmos Fidel Castro (Hector Othon) – mudando para sempre a história daquela cidade. Com autoria e direção de Zé Celso, Bacantes teve sua primeira montagem em 1995, sempre atraindo multidões por onde passou. É a peça que inspirou a atual arquitetura do Oficina, dos arquitetos Lina Bo Bardi e Edson Elito, no Bixiga, em São Paulo, com sua fonte, jardim, teto-móvel e uma imensa janela que se abre para o céu e uma pista ladeada de Galerias.
Serviço
Data: Dia 26 de janeiro.
Local: Theatro José de Alencar – Praça José de Alencar, s/n, Centro. Capacidade 700 lugares.
Horário: 19h.
Duração: 6h, com dois intervalos.
Ingresso: Gratuito (A produção pede a doação de frutas). Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início do espetáculo, na bilheteria do TJA.
Recomendação etária: 16 anos.
