Passagens com breves depoimentos criados pelas próprias atrizes, sobre suas vidas pessoais, como a relação com a irmã, com a velhice, com o mundo, dão o tom inicial. “Essa febre que não passa” nos fala ainda do que pode atingir a qualquer um, como dores de amores e separações. Os recalques furiosos ou apaziguados com o tempo, também não caem no esquecimento e pululam cenas. As feridas reabertas mexem com o corpo visível e o invisível também. A montagem do Angu persiste em características investigativas do coletivo, com o ator-narrador, mas traz variações na tonalidade mais feminina.
“Essa febre…”, segundo Marcondes Lima, “teve um processo de montagem colaborativo e autoral. As atrizes participaram da adaptação do texto, da construção das cenas, das escolhas levadas ao palco”. Três atrizes se agregaram ao coletivo para a montagem: Hilda, Mayra e Nínive.
Palco Principal do Theatro José de Alencar
80 lugares por sessão (formato Abracadabra – cena e platéia na caixa cênica)
R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira)
1h15 de duração
