Este é o último que foi adquirido aqui pra casa.
Foto: Joanice Sampaio.
É meus amigos, a evolução também fica obsoleta. Diria melhor, ela se aperfeiçoa. Me deparei com uma coluna de jornal na qual relembrava os 30 anos da chegada do vídeocassete em Fortaleza, em 1982:
Dentro de mais alguns dias, as lojas de eletrodomésticos estarão oferecendo aos consumidores um novo produto: o videocassete, uma recente maravilha. Embora o preço exato seja ainda desconhecido, acredita-se que ficará em torno de 400 mil cruzeiros.
A chegada do aparelho que ligado a TV nos proporcionava gravar nas fitas VHS, nosso programas preferidos, vídeoclipes, cenas de novela, futebol e o que fosse… não existia o Youtube, mas quem viveu a era do vídeocassete vivia bem e certamente sobrevive tão quanto em nossos dias cybernéticos.
Ressalte-se que não era um aparelho acessível devido ao preço. Lembro que minha mãe pediu ao meu pai para comprar aqui pra casa. E ele disse que “daqui a pouco vai ser CD”. Ele estava certo, mas só errou na data. Depois de proferida sua previsão, o CD, ou melhor o DVD só chegou quase 20 anos depois de suas palavras. O primeiro vídeocassete da minha casa só apareceu no início dos anos 90. Depois do primeiro vindo direto da Zona Franca de Manaus, acho que uns quatro foram adquiridos.
Era legal ter cadastro na locadora. Quando chegou o primeiro, minha irmã vivia numa delas. Era um filme atrás do outro.
Pois bem, até pouco tempo usávamos e abusávamos deles. Os de 2, 4, 7 cabeças, as fita VHS deram lugar ao CD do DVD, agora ao Blue-Ray e ao modo virtual de ter acesso aos vídeos, filmes, jogos…
O tempo passa, mas as coisas passam bem mais rápido.
A “fitona” VHS. Dependendo da velocidade,
dava pra gravar uns três filmes.

