Mais dez bens históricos são tombados, totalizando 53
imóveis protegidos em Fortaleza.Foto: Thiago Gaspar.
O Sport Club Maguary, o Ideal Clube, o Náutico Atlético Clube, o Colégio Dorotéias, a Santa Casa de Misericórdia, o Imparh, a Casa do Português, a Igreja de São Pedro dos Pescadores, a Farmácia Oswaldo Cruz e a Pavimentação da Rua José Avelino tiveram seus decretos de tombamentos assinados na tarde desta terça-feira (18) pela Prefeita Luizianne Lins. Além desses bens, também foram registrados oficialmente a Festa de São Pedro dos Pescadores (no Livro das Celebrações), a Igreja de São Pedro e sua área de entorno (no Livro dos Lugares), a Farmácia Oswaldo Cruz (no Livro dos Lugares) e a declaração de Relevante Interesse Cultural de Conjunto Urbano do bairro Jacarecanga.
A solenidade, que ocorreu na manhã nesta terça-feira no auditório do Paço Municipal, contou com a presença da Secretária de Cultura de Fortaleza, Fátima Mesquita; do Subsecretário de Cultura de Fortaleza, Márcio Caetano; da coordenadora do Patrimônio Histórico Municipal, Clélia Monastério; dos membros do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Cultural (Comphic); do diretor comercial da Farmácia Oswaldo Cruz, Airton Caracas; dos representantes do Colégio Dorotéias e da Sociedade dos Amigos da Jacareganga.
A Secretária de Cultura, Fátima Mesquita ressaltou que a construção do Comphic, a efetivação de uma cultura preocupada com a manutenção do patrimônio histórico-cultural e a propagação do sentimento de preservação da memória da cidade entre os fortalezenses é o maior legado cultural da Gestão Fortaleza Bela. “Eu entendo que a Gestão da Prefeita Luizianne Lins, coloca Fortaleza num lugar de respeito a uma cidade que tem história”.
Durante o evento também foi lançado um vídeo-documentário sobre o Festejo de São Pedro dos Pescadores – primeiro bem imaterial de Fortaleza – e anunciados os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, previstos para as obras de restauro da Casa do Barão de Camocim, Casa da Fotografia e para a elaboração do Mapeamento Cultural. A ação é articulada pela Casa Civil da Presidência da República e coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O PAC Cidades Históricas abrange 173 municípios, de todos os estados da federação e prevê, em investimentos iniciais, cerca de R$ 250 milhões por ano. A assinatura dos decretos foi realizada no gabinete da Prefeita com a presença dos Conselheiros do Comphic e da imprensa.
Para a coordenadora de patrimônio histórico-cultural da Secultfor, Clélia Monastério, o grande mérito da política municipal de patrimônio foi ter reativado na população o sentimento de pertencimento à cidade e de responsabilidade conjunta no que se refere à proteção da memória e da história da cidade. “Quando a atual gestão assumiu o governo só contávamos com nove bens tombados em nível municipal. Hoje temos 53 bens protegidos. E o melhor é que a maioria deles foi protegido justamente por conta de demandas vindas da população, que acionou o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico-Cultural para fazer valer a vontade popular de proteção dos bens históricos e simbólicos da cidade. Essa consciência adquirida nesses últimos anos é também um bem inestimável e que fica como principal legado”, destacou.
Ao assinar os decretos de tombamento, a Prefeita Luizianne Lins agradeceu aos conselheiros do Comphic pelo compromisso com a cidade e a sua memória, ressaltando a importância do mesmo como instância mediadora entre o poder público e a sociedade civil. Para a Prefeita, Fortaleza agora também pode dizer que tem História e que essa história é valorizada e preservada do ponto de vista da legislação, mas também pelos seus cidadãos, que não vão deixar de cuidar desse legado e cobrar a continuidade da política municipal voltada à proteção do patrimônio histórico e cultural. Ressaltando o avanço que é ter Fortaleza incluída no PAC das Cidades Históricas, em parceria com o Governo Federal e Iphan, a Prefeita também enfatizou que a ideia de patrimônio defendida ao longo da gestão jamais se rendeu aos clichês e reducionismos. “Uma vez ouvi de um técnico da área que com o dinheiro que gastávamos na recuperação de determinados bens históricos faríamos dois outros prédios novos, iguaizinhos, com o mesmo recurso. Lamentei profundamente aquela visão. Isso por que não queremos uma cidade feita de réplicas de prédios históricos. O mundo está cheio de réplicas simplesmente por que é mais barato fazê-las. Mas nós queremos o original, a história protegida de fato e de direito. É por isso que essa gestão entrega os espaços públicos e equipamentos recuperados e revitalizados, a exemplo do Passeio Público, do Mercado dos Pinhões, do Anfiteatro da Beira Mar, do Estoril, do próprio Paço Municipal, o Palácio do Bispo, que estava abandonado e passou a ser novamente o endereço do Executivo no centro da cidade, e tantos outros imóveis, materiais e imateriais, que agora estão protegidos e devem ser bem utilizados”, ressaltou.
