O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura abre a exposição Moderna Para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú, nesta terça-feira, 24, 19h. Com curadoria do fotógrafo Iatã Cannabrava, produção e organização do Itaú Cultural, a exposição remonta aos anos de 1940 a 1970, quando, na esteira do modernismo europeu e americano, fotógrafos brasileiros entraram na discussão sobre os limites da arte fotográfica. Com um total de 86 imagens, de 23 artistas, o recorte mergulha, sobretudo, no movimento fotoclubista brasileiro. A Mostra tem acesso gratuito e segue aberta até a 24 de novembro, com visitação de terça a quinta, das 9h às 19h (acesso até às 18h30) e sexta a domingo, das 10h às 20h (acesso até às 19h30).
As obras compõem um recorte da Coleção de Fotografia Modernista Brasileira do Itaú, já exibida em Porto Alegre, Belém, Belo Horizonte e Ribeirão Preto, Assunção, no Paraguai e Cidade do México. Recentemente, o acervo adquiriu também cinco novas obras de dois artistas – duas do catalão radicado em São Paulo, Marcel Giró, morto em 2011, e três do paulista Paulo Pires, que serão exibidas pela primeira vez em Fortaleza.
De Giró, a Coleção Itaú incorporou Esboço e Botellas. Para o curador, ambas são altamente representativas dentro da fotografia modernista. “Esboço, por exemplo, é uma das obras mais delicadas da coleção”, diz ele. “É um ícone do movimento onde um inofensivo lago com plantas aquáticas refletidas se transformam em uma sinfonia de traços”, conta ele. “Isso dá uma especial delicadeza ao jogo com as formas, tão inerente ao movimento da fotografia moderna.”
Pintor, Ascensão e Asfalto são as novas imagens de Paulo Pires, um pintor, segundo o curador, que era um grande laboratorista pelo qual se destacava neste grupo. “As obras dele, como Ascensão, são um exercício de alquimia de laboratório da mais alta qualidade”, observa Cannabrava. “Ao trabalhar técnicas sobre o negativo e o positivo ele construia desenhos como se fossem resultado da ponta seca de um gravurista”, completa.
Este fotógrafo expôs pela primeira vez em 1950, no Foto Cine Clube Bandeirante, e fundou, posteriormente, o Íris Foto Grupo de São Carlos. Além de sua alquimia como laboratorista, ele incorpora dois elementos à sua fotografia: o banal, que pode ser visto em Composição com Torneira, e a metrópole paulistana em vertiginoso crescimento, com seu trabalho sobre o Copan de Niemeyer, como ser observa na foto Linhas. “Esta imagem mostra o desnudamento do símbolo maior da cidade de São Paulo, o Copan, ainda em andaimes de madeira”, assinala Cannabrava.
Serviço
Abertura da exposição “Moderna Para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú”
Dia 24 de setembro de 2013, às 19h, nas salas do piso inferior do Museu de Arte Contemporânea do Ceará (R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema). Mostra em cartaz até 24 de novembro, com visitação de terça a quinta, das 9h às 19h (acesso até às 18h30) e sexta a domingo, das 10h às 20h (acesso até às 19h30). Acesso gratuito e classificação livre.
