A proposta pedagógica da oficina é realizar ensaios fotográficos entre os participantes, além de suscitar questões inerentes a relação entre a fotografia e a performance para a fotografia. Há principio, considerada retrato fiel e prova documental incontestável, a fotografia evoluiu até a pura manipulação do olhar, com claras intenções ideológicas. As fotos povoam o imaginário coletivo e faz-se presente em importantes momentos da historia recente, constituindo-se como parte concreta de uma memória e influenciando teóricos, filósofos e artistas.
“Nesta oficina pretendemos discutir algumas relações estabelecidas pelo documento fotográfico com outro segmento das artes visuais que é a performance. Nosso objetivo também, como diz Carlos Camargo Mendonça, no artigo O lugar olhado das coisas, é romper com a noção de imagens literárias e literais, fotografia como reprodução, como imagem figurada, para uma imagem dotada de questões, feita de cores e volumes, que se abrem para o que se pode tornar visível”, esclarece Maíra Ortins.
De acordo com Maíra, as fotografias realizadas durante a oficina serão expostas na Vila, como forma de vivenciar o resultado com outros olhares e perspectivas.
