O Vestido feito pela atriz Sol Moufer coletou memórias de figurinos utilizados por atrizes cearenses. São essas atrizes e suas personagens que Sol costura pelas periferias de Fortaleza. O tapete vermelho indica o caminho por onde Sol transita e por onde deixa marcas visuais através do Lambe-Lambe.
Intervenções de Ceci Shiki e Juliana Capibaribe.
Em 2012, aceitando o convite para realizar a performance O Vestido, no projeto cena itinerante do Centro Cultural Dragão do Mar em Fortaleza, Sol Moufer cria um diferencial na construção e da obra original.
Criado desde 2009, O Vestido é uma performance/instalação idealizada por Juliana Capibaribe, que vem sendo compartilhada com outros performers.
A obra consiste na coleta de lembranças em tecido (peças de roupa, de enxoval, de utilidade doméstica) boas ou ruins. Memórias, sobretudo, de mulheres, já que o vestido está vinculado a uma temática do feminino. Após a coleta, é realizado um tipo de assemblage em que as peças são costuradas uma na outra, formando uma vestimenta. Na interação com o público as histórias das peças dão vida ao diálogo, um texto costurado a partir da memória, em improviso.
Sol Moufer selecionou as mulheres para o seu vestido: atrizes cearenses. E como diferencial, O Vestido de Sol coletou figurinos de atrizes utilizados na representação de várias personagens. A movimentação e a memória corporal são consideradas na costura da encenação.
Com a premiação da SECULTFOR surge uma terceira forma de se fazer O Vestido, que agora dispõe de um tapete vermelho a ser estendido pelas calçadas, numa espécie de cartografia do espaço. O tapete evidencia os transeuntes e traz prestígio a essas personagens do cotidiano ao passo que serve de suporte para caminhada glamourosa da várias personagens costuradas na performance de O Vestido de Sol Moufer. Lambe-lambes afixados pelos muros e postes ajudam a compor essa cartografia, e anunciam a ação ao passo que, se tornam rastros de memória do acontecimento artístico no lugar.
Agora O Vestido percorre ruas da periferia de Fortaleza, dando a esses locais uma nova experiência. A ideia é descentralizar o acesso à arte e iniciar novas parcerias como no Planalto Pici com artista visual Emol Emol na Residência Vai dar Certo e no Serviluz através da Associação de moradores do SErviluz. Encontrar arte nas comunidades, aprender e compartilhar com elas tem sido a melhor parte do processo de O Vestido.
ESTORIL – 06/12: Sai da ponte da Draga
General Tita – Tr. Gen. Titã – Leite Barbosa – Dep. Flávio Macílio –
Vereador José Monteiro – Brisa Mar – Av. Zezé Diogo – José Anacleto.
CENTRO – 11/12: Parque das crianças, Rua General Bezerril, Rua Castro e Silva, Rua Conde D’eu – CCBNB.
LANALTO PICI – 13/12: Travessa Nossa Senhora Aparecida(Travessa São Paulo), Rua Dois de Maio, Rua Planalto do Pici, Travessa Santo Amaro do Pici, Rua Alagoas, Travessa Nossa Senhora Aparecida. (Travessa São Paulo).
