O grupo paulistano Kiwi Companhia de Teatro, apresenta neste sábado, em dois horários, às 17h e às 20h, e domingo, 18, às 20, o espetáculo Morro como um país – cenas sobre a violência de Estado, no Teatro do Dragão do Mar. O espetáculo é gratuito.
A montagem teatral Morro como um país – cenas sobre a violência de Estado utiliza, como algumas de suas referências, depoimentos de ex-presos políticos das ditaduras civil-militares na América Latina, documentos, músicas e vídeos provenientes da pesquisa histórica sobre este período. Utiliza-se ainda de trechos do texto literário do autor grego Dimitris Dimitriadis, Morro como um país, que dá nome ao projeto. O texto, em forma poética, trata da ditadura dos coroneis (1967-1974), um dos períodos mais violentos e repressivos da história grega. Morro como um país faz a investigação de diferentes formas de opressão e exploração, em diferentes épocas e lugares, dando sequência ao trabalho do grupo nos últimos 17 anos. Por este trabalho, a atriz Fernanda Azevedo recebeu o prêmio Shell de melhor atriz 2013.
A Kiwi Companhia de Teatro, grupo paulistano que, há 17 anos, procura elaborar um pensamento crítico sobre o teatro, contribuir para a compreensão de temas contemporâneos e intervir artística e politicamente na vida social do país, em geral associado a movimentos sociais e populares está estreando em Fortaleza o projeto Morro como um país – 50 anos do golpe, apoiado pelo edital Marcas da Memória da Comissão da Anistia do Governo Federal. Faz parte do projeto uma curta temporada da peça Morro como um país, debates, duas apresentações da intervenção cênica Três metros quadrados em escolas e comunidades e exibição do filme 1964, um golpe contra o Brasil, de Alípio Freire (para cada uma das cidades visitadas).
São parceiros do projeto diversas organizações e movimentos, como o Coletivo Merlino, a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, o Comitê e a Articulação Memória, Verdade e Justiça de São Paulo, a Comissão Estadual da Verdade de São Paulo “Rubens Paiva”, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, o Grupo Tortura Nunca Mais SP e RJ, o Movimento Mães de Maio, Coletivo Aparecidos Políticos, o Cordão da Mentira e a Frente de Esculacho Popular, entre outros. Todas as atividades serão gratuitas.
Dia 17, às 17h e 20h; dia 18, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Gratuito. Classificação: 14 anos.
