Quatro soldados fugidos da 1ª Guerra Mundial e a tentativa de sobrevivência na clandestinidade. Esse é ponto de partida do mais recente espetáculo do Teatro Máquina, “Diga que você está de acordo!”, será encenado nesta quinta-feira, 26, sexta-feira, 27, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Com roteiro criado a partir dos fragmentos escritos para o Fatzer, por Bertolt Brecht, o novo trabalho do grupo faz uma abordagem própria ao material brechtiano e cria sua própria versão para um material inacabado. (Foto: Allan Taissuke)
Com direção de Fran Teixeira e tutoria do ator e diretor argentino Guillermo Cacace, o projeto de montagem “Diga que está de acordo!” foi vencedor do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2013, na modalidade montagem de espetáculo. Selecionado para o Laboratório de Pesquisa Teatral, do Porto Iracema das Artes, o Teatro Máquina contou também com as colaborações de Júlia Sarmento, de Michael Wehren, artista alemão do grupo Friendly Fire; e Stephane Brodt, do Amok Teatro, do Rio de Janeiro. O novo trabalho integra as comemorações de uma década de existência do Teatro Máquina.
Sinopse
“Diga que você está de acordo!” explora os paradoxos intrínsecos à guerra. Na oportunidade de fugir da 1a Guerra Mundial, quatro soldados alemães se veem confinados na casa de um dos membros, à espera de uma possível revolução. Em meio ao conflito e às condições sigilosas de refugiados, o grupo tenta chegar a um consenso para cada decisão, através do voto, em paródia à formação dos sovietes. Entre as figuras, Fatzer é o egoísta.
“Nosso espetáculo não trata apenas de retratar quatro soldados confinados. É muito mais sobre o acordo e sobre o que nos resta. Sobre esse lugar sombrio que revela a natureza, revela o que pensamos termos construído como humanidade, revela o que não podemos entender como homens, o que não queremos saber. Entre quatro paredes e com as gargantas abertas e dirigidas para o público”, revela Fran Teixeira, diretora do grupo.
O espetáculo reúne fragmentos do Material Fatzer, de Bertolt Brecht, cujos textos foram produzidos entre 1926 e 1931. Nesse trabalho, o material textual desafia o Teatro Máquina a desenvolver uma dramaturgia da cena, explorando a guerra como situação motriz para improvisar e descobrir o que pode expressar os extremos da espera, da violência e da comunicação.
A obra conta com os atores Fabiano Veríssimo, Felipe de Paula, Márcio Medeiros, Levy Mota e Loreta Dialla. Assinam a produção Fran Teixeira, Levy Mota e Ana Luiza Rios.
Serviço
Dias 26 e 27 de fevereiro de 2015, às 20h, no Teatro Dragão do Mar.
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Classificação: 18 anos (violência e nudez).
