O renomado chargista carioca Carlos Latuff (foto), conhecido, entre outros trabalhos, por sua arte dedicada a provocar reflexão sobre a causa palestina, estará em Fortaleza nesta terça-feira, 17, participando de debate promovido pelo Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). O debate acontece às 18h30, no Auditório Central do IFCE Fortaleza (Av. 13 de Maio, 2081, Benfica), com entrada franca, e tem como tema “Palestina: notícias de um apartheid e de uma luta”.
Simpatizante da causa palestina, Carlos Latuff, além de dedicar parte de seu trabalho ao tema, reúne também uma série de relatos de sua viagem aos territórios ocupados da região. O debate, que traz o respeitado chargista a Fortaleza, objetiva reforçar a integração entre os servidores do IFCE e a sociedade como um todo, dando sequência a um programa de discussões sobre grandes temas da atualidade, e chamar a atenção sobre aquela que é considerada a mais longa ocupação que a história moderna conhece. Desde 1948, o estado de Israel tem promovido um forte sistema de apartheid, fazendo do território onde vivem os palestinos um verdadeiro campo de concentração a céu aberto, onde se estima que quase 2 milhões de pessoas vivam sem acesso regular a água e energia elétrica.
Participam do debate, além de Carlos Latuff, a fotógrafa documental e militante internacionalista Karine Garcêz; o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do VIÈS – Grupo de Economia Política Fábio Sobral; e o professor da rede estadual e ativista da causa palestina George Bezerra.
O debate no Ceará
No Ceará, o evento funciona também como uma forma de resgatar o Comitê em Solidariedade ao Povo Palestino, lançado em 2009, por entidades sindicais, movimentos sociais e partidos políticos, para esclarecer a população cearense sobre o ataque que o exército de Israel promovia, então, na Faixa de Gaza, tendo levado à morte milhares de civis, incluindo crianças. Agora, com a retomada do comitê, deseja-se também dar seguimento às campanhas de solidariedade ativa, com arrecadação de finanças e donativos a serem enviados à população que vive nos campos de refugiados.
Também, no Ceará, espera-se atender ao apelo feito pela sociedade civil palestina, onde se pede que ativistas de toda parte do mundo pressionem os governos e instituições locais para não celebrar acordos de cooperação econômica, tecnológica e militar com o estado de Israel e empresas que atuam nos territórios ocupados. Este movimento ganha o nome de Campanha BDS (Boicote – Desenvolvimento – Sanções) e objetiva pressionar Israel a cumprir com o Direito Internacional e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
