A Lia Rodrigues Companhia de Danças inicia as comemorações dos seus 25 anos com as apresentações dos espetáculos “Pindorama” e “Aquilo de que somos feitos”, que acontecem no teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, nos dias 7, 8 e 9 de maio (quinta a sábado), além da realização da oficina Corpo criativo nos dias 5 e 6 (terça e quarta, 10h às 12h), no mesmo local. Todas as atividades serão gratuitas.
Pindorama é o mais recente trabalho da Lia Rodrigues Companhia de Danças. Criado no amplo galpão que abriga o Centro de Artes da Maré, sede da Companhia no Rio de Janeiro, Pindorama estreou em novembro de 2013, no Festival d’Automne, em Paris, o mais prestigiado festival de artes cênicas da França, a partir de convite especial para fazer turnê em quatro teatros na cidade de Paris. No Brasil, o espetáculo estreou em março de 2014, no Centro de Artes da Maré, com sucesso de público e crítica.
Aquilo de que somos feitos foi criado no ano de 2000 e, até hoje faz parte do repertório da Lia Rodrigues Companhia de Danças. Premiado como Melhor coreografia e Melhor Trilha Sonora no Rio Dança 2000, e com o Herald Angel pelo Fringe Festival 2002, em Edimburgo, é apresentado regularmente em diversos países, além do Brasil, sempre surpreendendo e emocionando o público.
Já a oficina “Corpo criativo” visa estimular a criatividade dos participantes, através de exercícios e jogos utilizados pela Companhia nos seus processos de criação. A oficina é destinada a estudantes e profissionais das artes cênicas, mas pessoas com outras formações, e a partir dos 14 anos, também podem participar.
Pindorama
Como abordar, ainda uma vez, as possíveis relações do estar junto? Misturando-se até a diluição? Afirmando limites e singularidades? Quais rituais, sacrifícios e acordos seriam necessários para a constituição de um coletivo, ainda que temporário? Que paisagens criar para Pindorama – nome indígena dado às terras brasileiras antes da chegada dos europeus? Ciclos de morte, transformação, vida.
A noção de coletivo e as complexas relações entre o grupo e o indivíduo já presentes em Pororoca e Piracema, trabalhos anteriores da Companhia, continuam em Pindorama, que forma um tríptico com essas duas criações. As questões que orientam este tríptico podem também ser vistas como uma metáfora do processo criativo da Companhia que desenvolve projetos artísticos e pedagógicos, desde 2004, na favela da Maré.
Aquilo de que somos feitos
Levantar ou tirar aquilo que cobria; pôr a vista; encontrar; descobrir; achar; encontrar pela primeira vez; manifestar; revelar; descobrir segredos; inventar; notar; dar a conhecer; tornar-se claro; aparecer à vista; tirar o chapéu; revelar sua identidade; mostrar-se; aparecer; dar a conhecer-se. Esta definição da palavra “descobrir”, retirada de um dicionário, poderia ser a sinopse do espetáculo Aquilo de que somos feitos.
Desenvolvido pela coreógrafa Lia Rodrigues, em conjunto com os bailarinos da companhia, Aquilo de que somos feitos não revela somente os corpos que se mostram nus em composições belas e instigantes, como se fossem esculturas humanas, mas também idéias, convicções, críticas que estão no imaginário coletivo. Dividido em várias partes, com os bailarinos vestidos ou sem roupas, em movimentos lentos ou muito ativos, com música e no silêncio total, o espetáculo se utiliza de diversos slogans como “hai que endurecer pero sin perder la ternura jamas”, “use camisinha” e “give peace a chance”.
Aquilo de que somos feitos é a soma de dois anos de ensaios diários, pesquisas e improvisações. Assim como em Pindorama, nas apresentações de Aquilo de que somos feitos não há separação entre palco e platéia, nem cenários ou cadeiras, fazendo com que, em algumas partes, o público faça parte da ação.
Serviço
Lia Rodrigues Companhia de Danças – 25 anos
Pindorama – quinta e sexta, 7 e 8 de maio, 19h
Aquilo de que somos feitos – sábado, 9 d emaio, 18h e 20h
Oficina Corpo criativo – terça e quarta, 5 e 6 de maio, 10h às 12h
Centro Cultural Banco do Nordeste – Fortaleza
Av. Conde d’Eu, 560 – Centro – tel. 085 – 3464-3108
Entrada franca.
Lotação: 120 pessoas.
Duração de cada espetáculo: 80 min. Classificação etária: 16 anos
www.facebook.com/liarodriguescompanhiadedancas
