A exposição “O papagaio de Humboldt”, que ocupou o Oi Futuro no Flamengo, no Rio de Janeiro até março deste ano, estará no Pavilhão Latino-Americano da Bienal de Veneza, a partir deste sábado, 9, até 22 de novembro. Também este mês, o Oi Futuro lança o livro “O Papagaio de Humboldt”, que integra a Coleção Arte e Tecnologia e traz fotos e textos dos curadores da mostra, Alfons Hug e Alberto Saraiva. A mostra reuniu instalações sonoras de 18 artistas sobre idiomas de povos indígenas da América Latina, alguns já extintos e outros em vias de extinção. Segundo Hug, ainda hoje são faladas mais de 600 línguas ameríndias, o que corresponde a 10% dos idiomas falados no mundo. Porém, estima-se que 85% das línguas que estavam vivas no ano 1500 tenham sido extintas.
“O Papagaio de Humboldt” se inspira no mito do papagaio que o explorador e naturalista alemão Alexander von Humboldt adquiriu da tribo indígena Caribe, em plena selva do Orinoco, em uma das inúmeras viagens que o levaram a países como Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Cuba e México, entre 1799 e 1804. Humboldt percebeu que o papagaio não falava a língua da tribo que visitava, mas a língua da tribo exterminada, os Maipuré. Na verdade, o papagaio era o único falante vivo dessa língua que levava o mesmo nome da tribo extinta.
