A Exposição Centros, em cartaz desde abril no Museu da Indústria, chega aos seus últimos dias de visitações. A mostra segue aberta ao público até este sábado, 9, de 9h às 19h. A exposição, que tem curadoria dos arquitetos João Lucas Vieira e Eugênio Moreira, reúne fotografias de Fortaleza sob diversos ângulos e leva o visitante a percorrer um labirinto poético. As imagens são organizadas em ordem sentimental pelas paredes deste labirinto, cuja curadoria é alinhavada por uma série de textos de alta carga sígnica.
Parte da programação do VI Seminário do Patrimônio Cultural, a exposição planeja a criação de uma deriva em um mapa psicogeográfico criado, transmutado em labirinto, conduzindo o expectador a explorar a cidade de Fortaleza a partir de outros ângulos, revelando o que não é facilmente visto.
Sobre o procedimento de estudo psicogeográfico chamado de “Deriva”
No final da década de 1950 o pensador francês Guy Debord propõe um procedimento de estudo psicogeográfico chamado de “Deriva”. Nele, uma pessoa ou grupo de pessoas deve, partindo de um lugar comum, rumar “à deriva”, deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. Para além de seu uso no estudo das ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas, a deriva leva em conta o meio urbano como potencializador da situação de exploração vivida, entendendo como necessária uma inversão, onde a cidade se torna um espaço libertador.
Exposição Centros
Terça a sábado de 9h às 19h
Museu da Indústria (Rua Dr. João Moreira, 143 – Centro)
Mais informações: 3201.3901 / www.museudaindustria-ce.org.br
