No mês de maio, a Vila das Artes, em parceria com o Sesc (Serviço Social do Comércio), realiza
A Mostra Sombras que Assombram — O Expressionismo no Cinema Alemão realizada pela Vila das Artes em parceria com o Sesc, segue programação nesta segunda, 11, às 18h30, com a participação do artista Eric Barbosa, que criará uma performance musical ao vivo, que dialogará com os filmes Nosferatu e Fausto (Faust), respectivamente, ambos dirigidos por F. W. Murnau. Eric, apresentará performance na terça-feira, 19. Eric é multi-Instrumentista, compositor, produtor musical, pesquisador sonoro, artista multimídia, e integrante da banda Fossil.
Programação:
11/5 – Nosferatu / F. W. Murnau / 1922 / 94 minutos / P&;B
*Trilha sonora ao vivo com Eric Barbosa
Nosferatu tornou-se um dos filmes mais influentes da história do cinema com uma fábula de terror baseada em uma adaptação não autorizada da famosa obra Drácula, de Bram Stoker. O filme narra a vida de um corretor de imóveis jovem e ambicioso que vende uma enorme e abandonada casa ao estranho Conde Orlock, um vampiro que tem como meta fazer como presa a esposa do corretor. Orlock sairá da Transilvânia para ser vizinho deles e conquistar de vez a mulher pretendida. Mas, no caminho entre a Transilvânia e a grande casa adquirida, Orlock deixa um rastro de destruição e morte, o que faz todos pensarem que se trata de uma nova peste que assola a região.
12/5 – As mãos de Orlac (Orlac) / Robert Wiene / 1924 / 110 minutos / P&;B
Um pianista apaixonado pela esposa perde as mãos em um acidente e aceita participar de uma experiência de transplante de mão, a fim de poder retomar sua vitoriosa carreira como concertista. Tudo transcorre bem até que ele descobre que as mãos transplantadas eram de um assassino. O pianista fica então transtornado e passa a acreditar que está tendo os mesmos impulsos do antigo dono das mãos. A partir desse momento, inicia- se a loucura do personagem, perdido, enojado com suas mãos. Como tocar no corpo amado de sua esposa e nos teclados do piano com aquelas mãos maculadas pelo crime?
14/5 – O Gabinete das figuras de cera / Paul Leni / 1924 / 83 minutos / P&;B
Um jovem é contratado por um museu de cera para escrever as histórias de três de seus personagens: o califa Haroun Al-Haschid; Ivan, O Terrível; e Jack, O Estripador. Os cenários tridimensionais do filme causam uma terrível estranheza no espectador, com o uso de espaços labirínticos, escadas tortuosas e irreais, de aparência disforme e claustrofóbica. O diretor Paul Leni cria um curioso paralelo entre as histórias narradas e o próprio cinema, ambos manipuladores de emoções, e, assim como a feira onde está instalado o museu de cera, pode ser uma diversão barata, escapista e ilusória.
18/5 – A última gargalhada (The Last Laugh) / F. W. Murnau / 1924 / 91 minutos / P&B
O velho porteiro de um elegante hotel alemão trabalha orgulhosa e dedicadamente, sendo seu uniforme um sinal de respeito para sua família, amigos e demais empregados do hotel. Mas o novo gerente acredita que ele está velho demais para carregar bagagens pesadas e exercer toda a rotina da portaria de um grande hotel, e o rebaixa a servente do banheiro masculino. Isso causa um efeito desastroso no prestígio do homem e na sua autoestima. Trata-se uma dolorosa tragédia alemã, em que o uniforme é um símbolo sagrado e quase faz as vezes de protagonista da história.
19/5 – Fausto (Faust) / F. W. Murnau, 1926, 118 minutos, P&;B
*Trilha sonora ao vivo com Eric Barbosa
Inspirado na famosa obra do escritor alemão Johan Wolfgang von Goethe, o Fausto de Murnau é um dos grandes fi lmes sobre a história de um velho cientista (Fausto) seduzido por Mefi stófeles (o demônio) para ter de volta a sua juventude. Fausto assina com o próprio sangue um contrato no qual seria um servo do diabo e não envelheceria durante um longo período de tempo. Em troca disso, ele deveria dar ao diabo a própria alma e seria levado ao inferno. Porém, o amor por uma mulher muda a rota dos acontecimentos, dando início a uma batalha entre a luz e as sombras.
21/5 – O homem que ri (The Man Who Laughs) / Paul Leni / 1928 / 110 minutos / P&B
Inspirado no romance homônimo do escritor francês Victor Hugo, o filme narra a história assustadora de Gwynplaine, o herdeiro de um ducado que fora sequestrado quando garoto e, por ordem do rei, desfigurado com um perpétuo riso forçado. Apesar de não ser um filme de terror, O homem que ri trata em especial da criação de um monstro. Durante o filme, esse personagem luta contra a própria imagem, já que um homem que aparenta estar rindo o tempo todo é inevitavelmente trágico. O personagem deformado pelo riso, vivido por Veidt, é acolhido por um filósofo e torna-se um artista mambembe.
Serviço
Mostra Sombras que Assombram – O Expressionismo no Cinema Alemão
Performance musical, ao vivo, com Eric Barbosa, nos dias 11 e 19 de maio de 2015
Às segundas, quartas e sextas-feiras de maio (até 21/5)
Auditório da Vila das Artes
Horário: 18h30
Mais informações: (85) 3105.1404
Entrada franca
