Buscando fortalecer a educação musical no Ceará e possibilitar uma rede de cooperação entre as instituições que trabalham com o ensino da música no estado, o Instituto Beatriz e Lauro Fiuza – IBLF, realizou no último sábado, 13, o II Encontro Jacques Klein de Educação Musical e Terceiro Setor. Com uma programação com palestras, mesa redonda, oficinas e apresentações musicais, o evento reuniu aprendizes e educadores de ONGs de várias regiões do estado, entre elas, a Fundação Raimundo Fagner, Orquestra de Sopros de Pindoretama, Associação Tapera das Artes, Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga – AGUA e Casa de Vovó Dedé.
Logo pela manhã, os grupos musicais de cada instituição puderam mostrar o seu talento na “Ciranda do Som”, fazendo suas apresentações e permitindo ao público presente conhecer mais sobre o que vem sendo estudado pelos jovens músicos do estado, com uma diversidade de instrumentos e estilos que englobam desde os clássicos aos ritmos mais regionais de nossa cultura. “Hoje é um dia de muito troca, conhecimento e alegria, estamos aqui nesse encontro com o objetivo de fazermos esse intercâmbio cultural com nossos alunos, que eles entendam sobre essa troca de experiências com seus colegas e a partir dessa iniciativa, possamos formar uma rede de cooperação e parceria que se estenda para além do evento”, disse a Diretora do IBLF, Bia Fiuza.
Para enriquecer a proposta do encontro, o instituto promoveu uma mesa redonda com o tema “Perspectivas da Educação Musical no Ceará”, que contou com representantes da Universidade Federal do Ceará – UFC, Universidade Estadual do Ceará – UECE e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFCE. O momento permitiu que os alunos entendessem a proposta de cada instituição na sua metodologia de formação e quais os caminhos para os estudantes que querem continuar se profissionalizando na música. “Consigo ver hoje um processo de expansão nos espaços para os profissionais da música aqui no estado. Na UFC, nós priorizamos a formação da carreira acadêmica, para os que querem atuar como educadores, que é uma das oportunidades que estão em maior crescimento e entendemos a importância de continuar expandindo essa arte, pois acreditamos que a música não deve ser um privilégio de poucos, ela deve e é um direito para todos”, ressaltou o professor mestre em Educação da UFC, Elvis Matos.
Segundo o Coordenador do Projeto Jacques Klein, Arley França, o referencial pedagógico do curso de música do instituto é baseado em níveis progressivos de aprendizagem, iniciando na musicalização e finalizando no nível 5 (cinco). “Finalizando o nível 5, os alunos do projeto Jacques Klein já estarão aptos para seguirem se profissionalizando nas instituições formais de ensino, por isso achamos muito importante trazer essa programação focada para os aprendizes e proporcionando esse contato com o ensino nas universidades”, disse, ressaltando ainda sobre os frutos do primeiro encontro que possibilitou uma aproximação com as instituições que seguem em parceria e estavam presentes no evento deste ano.
Na ocasião, o IBLF também lançou o seu novo vídeo institucional e fez a entrega do material pedagógico desenvolvido exclusivamente para o Projeto Jacques Klein, que contou com uma contribuição significativa do professor e maestro Hudson Nogueira, mestre no Conservatório Dramático Musical de Tatuí (SP), que esteve no IBLF ministrando oficinas e palestras para os educadores e aprendizes do instituto e elaborou 12 partituras originais com músicas do folclore brasileiro.
No período da tarde os alunos participaram de várias oficinas, entre elas a de Violão, Canto e Percepção Musical e Prática de conjunto para instrumentos de corda. O encerramento contou com um ensaio aberto mostrando o resultado produtivo de todas as oficinas que foram ministradas nos durante o encontro.
