Se apenas com o Ceará, “O Shaolin do Sertão” já estava se destacando, imagine com a estreia no restante do Brasil. A saga do super herói de Quixadá levou 85 mil pessoas aos cinemas de quinta-feira, 20, a domingo, 23, e pulou do décimo para o sexto lugar entre todos os filmes exibidos no país – um aumento de 147% do público. As informações são da consultoria ComScore, que mede oficialmente os dados do setor. Com mais telas pelo país, “Shaolin” manteve a melhor média por sala de um filme nacional, 572 pessoas. (Foto: Jarrod Bryant)
No Ceará, o longa metragem fez o mesmo público do final de semana de estreia – algo raro no mercado. “O Shaolin do Sertão” é responsável por cerca de 50% dos ingressos vendidos no estado desde sua estreia, mesmo concorrendo com obras estrangeiras. O filme está sendo exibido em mais de 150 salas nas praças de capitais e interior dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, e nos Estados do Norte e Nordeste.
“O Shaolin do Sertão” traz de volta o senso de humor cearense inserido num resgate histórico dos desafios de vale-tudo no interior do Ceará. Ambientado em Quixadá nos anos 1980, o longa metragem conta a história de Aluízio Li – Liduíno (Edmilson Filho), um aficionado por artes marciais que vive com a cabeça no mundo das lutas de tanto sonhar e assistir a filmes chineses. Motivo de chacotas em sua cidade natal, Aluízio Li terá uma grande desafio pela frente quando o lutador aposentado de vale-tudo Toni Tora Pleura (Fábio Goulart) anuncia um “tour” de desafios aos valentões de várias cidades dointerior do Ceará, incluindo Quixadá. Dirigido pelo cineasta Halder Gomes, o mesmo de Cine Holliúdy, “O Shaolin doSertão” traz frescor e originalidade pra repetir o sucesso através da comédia de ação e aventura em pleno sertão cearense.
O elenco conta com nomes como Dedé Santana, Edmilson Filho, Fafy Siqueira, Marcos Veras, Tirulipa, Falcão, Bruna Hamú, Igor Jansen, Frank Menezes, Karla Kareninna, Haroldo Guimarães, Fábio Goulart, Lailtinho Brega, dentre outros talentos locais.
“O Shaolin do Sertão é o filme que eu tinha muita vontade de fazer. O momento do filme é a onda do VHS, que revelou novos talentos e gêneros em produções de artes marciais. Tinha muita vontade de retratar daí pra frente outro universo: o momento em que os lutadores profissionais de vale-tudo iam pro interior do Ceará e desafiavam os valentões da cidade, inserindo neste contexto o mundo ilusório, lúdico e fantástico da cabeça dos aficcionados por filmes de luta. Estes eventos mexiam com os brios dos homens das cidades desafiadas. Acabava virando um grande entretenimento do lugar”, explica Halder Gomes.
Usando suas habilidades no Taekwondo, no qual é mestre 5º grau, Edmilson Filho agora dá vida a Aluízio Li. “É um personagem inocente, sempre sonhando com grandes batalhas em um universo paralelo. Para interpretá-lo, assisti produções de Hong Kong e filmes chineses de Kung Fu. Apesar de ter a facilidade por ter sido atleta de taekwondo, o Kung Fu é um estilo completamente diferente. A parte mais sacrificante foi a nutricional, pois tive de perder 15 quilos. Acho que não vou fazer nenhum filme mais parecido comigo do que esse, pela minha história como atleta e aficionado por artes marciais. Eu me identifico muito com Aluízio em relação a esse sonho de ser um grande lutador. É um pouco de mim que está no personagem”, destaca.
O longa-metragem tem investimento e coprodução da Globo Filmes, Paramount Pictures, Telecine, Fundo Setorial doAudiovisual (FSA) e contará com a distribuição nacional da Downtown Filmes e Paris Filmes. No total, foram investidos e empregados no Ceará o valor de R$ 4 milhões, referente a produção, finalização e parte da comercialização, gerando mais de 1.000 empregos diretos – entre equipe, elenco, pós-produção e figuração – fortalecendo assim a cadeia produtiva no estado e levando ao mundo mais um história genuinamente cearense e universal.
