O Festival Rabecas da Tradição, com curadoria do jornalista, pesquisador e professor Gilmar de Carvalho e do fotógrafo Francisco Sousa, convida o público a um encontro com a cultura popular e com oito grandes rabequeiros cearenses, de seis municípios, nas quartas-feiras de novembro, sempre ao meio-dia, no Cineteatro São Luiz. Com entrada franca, o público poderá aplaudir dois mestres da rabeca em cada uma das quartas-feiras de novembro, sempre de meio-dia às 13h. Nesta quarta, 23, as atrações são os rabequeiros Luiz Adão e Antonio Lourenço, ambos de Quiterianópolis. (Foto: Francisco Sousa)
Luiz Adão, dublê de agricultor e músico, tem experiência de reisado e toca nas festas da sua cidade. Antonio Lourenço, nascido em Pedra Branca, migrou para Quiterianópolis. São amigos, vizinhos e estabeleceram uma cumplicidade que se completa no toque da rabeca.
A proposta do Rabecas da Tradição é trazer para o Centro de Fortaleza este toque que animou festas nos terreiros das fazendas, que acompanhou reisados e danças de São Gonçalo e que serviu de trilha para dramas e teatro de bonecos em vários municípios cearenses, durante muitos anos. Tudo ao acesso do público, em um dos mais movimentados pontos da capital, com uma opção de programação cultural de qualidade para quem passa pela Praça do Ferreira e pelas ruas do Centro, no intervalo para almoço, em um encontro com nossa arte e nossa identidade, em uma dos mais belos e significativos equipamentos culturais do País.
“A rabeca não é um violino tosco ou mal acabado. É um parente próximo do violino, com o mesmo formato, as mesmas quatro cordas e a mesma afinação, ressalta Gilmar de Carvalho, sobre o mítico e sedutor instrumento. “A diferença entre rabeca e violino é a liberdade que têm nossos luthiers, os fabricantes de instrumentos de corda, sertanejos para recorrer ao que têm à mão para fazer som”, acrescenta o professor, frisando que as rabecas são feitas de vários tipos de madeiras, e de várias formas (cocho, com as laterais encurvadas na água). E ainda com latas de pólvora secas, com a reutilização de panelas e até com canos de pvc, como as de Chico Barbeiro, de Baixio, fronteira com a Paraíba.
Serviço
Festival Rabecas da Tradição. Apresentações de rabequeiros cearenses nas quartas-feiras de novembro, sempre ao meio-dia, no foyer do Cineteatro São Luiz, equipamento da Secult. Entrada franca.
