A abertura da Bienal acontecerá no Auditório Mestres e Mestras da Cultura do Ceará, no Centro de Eventos, a partir das 18h30 desta sexta-feira, 14, com cortejo de artistas e homenagem ao mestre Bule Bule, ao poeta e repentista Geraldo Amâncio e ao poeta popular Leandro Gomes de Barros (in memoriam), além do espetáculo de dança “Religare”, da Edisca. A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é realizada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), em parceria com o Instituto Dragão do Mar, e apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Bradesco. A programação tem início nesta sexta-feira, 14, às 14h, e vai até o domingo, 23, no Centro de Eventos do Ceará e em múltiplos espaços de Fortaleza, com entrada franca em todas as atividades – inclusive na solenidade de abertura. Serão 10 dias de programação, 125 horas de atividades, com mais de 160 escritores, 300 convidados, 350 editoras e 110 estandes. (Foto: Secult/Felipe Abud)
Com o tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, a XII edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará, com o renomado escritor Lira Neto assinando a coordenação da curadoria, integrada também por Kelsen Bravos e Cleudene Aragão, traz uma programação que vai além do Centro de Eventos e chega a outros municípios como Caucaia e Redenção, incluindo encontros entre autores, palestras, mesas-redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros e várias outras atividades. A palavra é o fio condutor do evento, aberto também a todos os meios e possibilidades, com o livro e para além dele. Uma programação democrática e de acesso gratuito, contemplando todos os públicos – infantil, juvenil e adulto – e inúmeros temas e áreas de interesse.
Nesta sexta-feira, 14, dia de abertura, o início da programação será às 14h, com a abertura do Centro de Eventos do Ceará. Na Sala Literatura e Circo, haverá programação durante toda a tarde. Às 14 horas, o Projeto Pé de Livros recebe a Contação de Histórias de Elvis Jordan; às 15h, O Circo de Brinquedo, com Alex Ferreira; às 16 horas é a Hora do Autor, com “A Menina da Chuva”, de Bruno Paulino. Já às 17 horas, a criançada poderá conferir o Espetáculo “Vaca Lelé”, da Cia Bandeira Das Artes. Na Sala Multiplayer, os espaços Sesc Ciências, Secitece e Conferência de Ideias trarão exposições de desenhos animados, jogos digitais e muita troca de experiência entre o público, seus projetos, planos, vida, história. O público que for conferir a Bienal no dia de abertura também poderá conferir as exposições de Fósseis, Paisagem Cósmica e Robôs, na Sala Luz, que fechará a tarde, às 17 horas com a palestra “Preparando os Jovens do Futuro com Pesquisa”.
A grande abertura da Bienal acontecerá no Auditório Mestres e Mestras da Cultura do Ceará, no Centro de Eventos, a partir das 18h30, com cortejo de artistas e homenagem ao mestre Bule Bule, ao poeta e repentista Geraldo Amâncio e ao poeta popular Leandro Gomes de Barros (in memoriam), além do espetáculo de dança “Religare”, da Edisca. Concluído o cortejo, todos estão convidados para a solenidade oficial de abertura da XII Bienal Internacional do Ceará, às 19 horas, no Auditório Mestres e Mestras da Cultura do Ceará, no Térreo, com a presença de autoridades e convidados.
Referência no calendário cultural nacional, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é um grande espaço de encontros entre diversos públicos e grandes autores e convidados do Ceará, do Brasil e do mundo, promovendo a reinvenção da vida por meio da arte, do conhecimento, da palavra em seus múltiplos meios e possibilidades. A Bienal é um momento de culminância da política estadual de livro, leitura, literatura e bibliotecas, de acordo com as diretrizes de democratização do acesso à cultura e à arte, valorização da produção cearense e diálogo com o Brasil e o mundo. Sempre com grande participação popular.
A Bienal Internacional do Livro do Ceará, sob a coordenação geral de Mileide Flores, livreira e coordenadora de Políticas para o Livro, Leitura, Literatura, Bibliotecas e Acervos da Secult, mobiliza a atenção do mercado editorial de todo o País, que investe na exposição de seus principais lançamentos e incentiva a presença de celebridades literárias de renome nacional e internacional, para diálogo direto com o público cearense, ao longo de dez dias de evento, durante os quais são esperadas centenas de milhares de pessoas. Um grande encontro com foco no desenvolvimento da economia criativa do livro, na promoção da leitura, na formação de leitores e na amplitude e alcance de suas ações, por meio da Bienal fora da Bienal.
O conjunto desses fatores coloca a Bienal Internacional do Livro do Ceará no calendário cultural entre as melhores e mais importantes feiras de livro no Brasil. Um sucesso consolidado ao longo de mais de duas décadas. Uma história que chega a XII Bienal com perspectivas de um encontro extremamente plural e intenso, antenado tanto com a sempre-valorização do livro quanto com todas as portas abertas pelos novos meios, tecnologias e aplicações. Um convite ao encontro e ao diálogo entre os vários protagonistas do grande volume da vida, que segue sendo escrito todos os dias.
“A Bienal do Livro incorpora as dimensões cultural, educacional, social e econômica. É um evento de cunho cultural que democratiza o acesso ao livro. De cunho educacional, que forma leitores, que cria ambientes favoráveis para a formação de leitores”, destaca o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba.
“É também uma Bienal com entrada franca em todas as atividades, tendo seu caráter de inclusão social, de cidadania cultural importante. E é uma Bienal de caráter econômico, no sentido de fomentar a cadeia produtiva do livro, tanto a nível nacional quanto a nível local”, complementa. “Nossa Bienal tem uma cara de ‘cearensidade’. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente”.
Um dos mais renomados escritores brasileiros da atualidade, com várias biografias premiadas e atualmente divulgando o primeiro volume de uma trilogia sobre o samba, Lira Neto, coordenador da Curadoria, aponta a satisfação dos autores do Ceará, do Brasil e de outros países, ao receberem o convite para a Bienal.
“Todos eles mostraram muito entusiasmo com o tema e de imediato aceitaram participar. Tenho certeza que essa vai ser uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil”, afirma.
Mais sobre os homenageados da abertura da Bienal
Bule Bule – Um dos mestres da cultura popular nordestina mais renomados do Brasil. Figura emblemática da cultura popular, considerado o maior repentista da Bahia, também é cordelista, com mais de 100 títulos publicados. O reconhecimento pela sua arte como repentista, cordelista, sambador, tiraneiro, forrozeiro e brincante se deu em 2008, quando foi condecorado com a maior premiação brasileira para a Cultura, a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura.
Geraldo Amâncio – Cantor, violeiro, poeta, escritor. Nascido no Cedro (CE), cursou faculdade de História e iniciou a sua carreira de repentista em 1963, participando de centenas de festivais em todo o país, tendo se classificado mais de 150 vezes em primeiro lugar. Organizou festivais internacionais de repentistas e trovadores, além do Festival Patativa do Assaré. É autor de três antologias sobre cantoria, gravou 15 CDs, além de ter publicado cordéis em livros, com destaque para o seu Cordel Livro, sobre Antônio Conselheiro e a chacina de Canudos.
Leandro Gomes de Barros (in memoriam) – Paraibano nascido em 1865, é considerado o rei dos poetas populares do seu tempo. Sua atividade poética o obrigou a viajar bastante pelos sertões para divulgar e vender seus poemas. O que fez com que fosse um dos poucos poetas populares a viver unicamente de suas histórias rimadas, sobre todos os temas, sempre com muito senso de humor. Câmara Cascudo o descreve como “caboclo entroncado, de bigode espesso, alegre, bom contador de anedotas”, em Vaqueiros e Cantadores. Na crônica intitulada Leandro, O Poeta, publicada no Jornal do Brasil em 1976, Carlos Drummond de Andrade o chamou de “Príncipe dos Poetas”. Faleceu em 4 de março de 1918, no Recife.
Serviço
Abertura da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará
Sexta-feira, 14 de abril
Abertura do Centro de Eventos do Ceará e início da programação: 14h
Cortejo e solenidade de abertura: 18h30
*A partir do sábado, 15, o horário da Bienal será das 9 horas até às 22 horas
Entrada franca em todas as atividades, sem necessidade de retirada prévia de ingresso.
