Os poetas cearenses Alan Mendonça e Leo Mackllene lançam nesta quinta-feira, 27, em São Paulo, o selo independente “Radiadora Cultural”. Os artistas também lançam, na ocasião, os livros “Como gota de óleo na superfície da água” (romance de Leo Mackllene) e “O silêncio possível” (poemas de Alan Mendonça). O evento acontece às 20h, na livraria e café Patuscada (Rua Luís Murat, 40 – Pinheiros), e contará com o pocket show “Música em Prosa”, com participação de outros artistas, entre eles Soledad Brandão, Laya Lopes, Rafael Haluli, Demétrius Carvalho, Carlos Gadelha e Thiago Romaro. (Foto: Lili Rodrigues)
Ir pro sudeste pra tentar a vida como artista é um movimento comum desde a década de 60. Belchior, Fagner, Ednardo, Renato Aragão, Chico Anysio são alguns dos exemplos de que podemos lembrar para ilustrar esse movimento arte-migratório. Da nova geração dos cearenses, Fernando Catatau, Jonnatan Doll, Soledad, Laya, Vitor Colares, Nayra Costa, os Danieis (Medina, Groove e Peixoto) são os exemplos mais frutíferos. Mas esse quase êxodo nordestino não é restrito à área da música.
A editora “Radiadora Cultural”, que será conhecida em São Paulo, foi lançada em abril, na programação da XII Bienal Internacional do Livro no Ceará, já com quatro títulos disponíveis: Como cavalos fatigados abrindo um mar (poemas), do limoeirense Dércio Braúna; Luz (poemas), do capistranense Evaristo Filho; O silêncio possível (poemas), de Alan Mendonça, de Russas; e Como gota de óleo na superfície da água (romance), do fortalezense radicado em Sobral há treze anos, Léo Mackellene.
“A ideia é que a gente irradie a literatura feita no Ceará grande, além da capital. E para que, com a estrutura da editora, a gente possa abrir espaços e encontrar leitores pelo Ceará, pelo Nordeste, pelo Brasil e pelo mundo”, comenta Alan Mendonça.
“A arte é um pretexto para o encontro, na verdade”, arremata Alan Mendonça. E São Paulo parece ser o ambiente ideal para isso. A cidade que nunca pára se formou a partir do entrelaçado de todos os caminhos daqueles que desejavam, desde sempre, desbravar o Brasil. A história se repete, só que nova!
