A “Mancha Roxa” de Plínio Marcos, espetáculo escolhido como Melhor Direção e Melhor Atriz no Prêmio Encena Ceará 2017 , segue em cartaz no Theatro José de Alencar aos sábados de agosto, sempre às 19h. No elenco nove, atrizes resolvem encarar uma das últimas obras sobre o cárcere feminino. (Foto: Divulgação)
Em sequência a pesquisa sobre a obra do dramaturgo Plínio Marcos, o grupo Imagens, vem há mais de 2 anos ensaiando o texto “A Mancha Roxa”. O espetáculo traz como pano de fundo a problemática do cárcere feminino nos presídios brasileiros. A partir de uma pesquisa etnográfica no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri de Moura Costa, em Parceria com Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUS), o grupo desenvolveu a trama sob a ótica do universo prisional feminino, um trabalho de observação e troca de ideias com as detentas. O autor Plínio Marcos, que se celebrizou com a máxima “eu vim para incomodar”, ou ainda com “não são minhas peças que são atuais, os problemas do país é que não mudaram”, dá ao Grupo Imagens a necessária provocação em direção a um teatro ao mesmo tempo polêmico, “desagradável”, e que toca em questões essenciais da problemática social brasileira que, infelizmente, parecem incorporar-se com o tempo, progressivamente. “A Mancha Roxa” é um dos últimos textos do autor, escrito em 1986, no auge da disseminação do Vírus da AIDS.
Serviço
Grupo Imagens
“A Mancha Roxa” de Plínio Marcos
Dias: 05,12 e 19 (Sábados) de Agosto
Horário: 19h
Ingressos: R$ 20 (Inteira) – R$ 10 (meia)
Local: Theatro José de Alencar
