Charles Gavin volta aos palcos ao lado de Duda Brack, Paulo Rafael, Pedro Coelho e Felipe Ventura. O recente estreado show “Primavera nos Dentes” se apresenta como ponto de conexão entre passado e presente, ligados pela poesia da obra de “Secos & Molhados” – tão atual e propícia para o atual momento sociopolítico e cultural do Brasil. O show acontece em Fortaleza, neste domingo, 24, às 18h, no Cineteatro São Luiz. Os ingressos a preços populares: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). (Foto: Kaio Caiazzo)
No repertório, Sangue Latino, Fala, O Patrão Nosso de Cada Dia, O Vira, Rosa de Hiroshima, O Doce e o Amargo, além das clássicas: Assim Assado, Prece Cósmica e Mulher Barriguda, entre outras. As canções, que há muito tempo não são tocadas ao vivo desde o final prematuro de “Secos & Molhados”, contam com novos arranjos. “Primavera nos Dentes” promete levar a plateia a uma catarse que encosta na utopia sem dissolver o discurso real do dia-a-dia.
De acordo com Charles Gavin, o objetivo da banda é criar e performar um espetáculo que contemple a importância de “Secos & Molhados”, um dos ícones da música brasileira dos anos 70 influenciada pela explosão da Tropicália, e que está prestes a completar 45 anos.
O show evoca a força impetuosa desse repertório que marcou a história da música brasileira, estabelecendo um terreno emocionalmente arrebatador – através do estímulo da conexão emocional das pessoas que viveram esse acontecimento na década de 70 e, ao mesmo tempo, traz a força do novo para uma geração que ainda não estabeleceu uma relação profunda com essas canções, mas que se vê devidamente representada nas letras e na linguagem musical contemporânea com que estas foram abordadas na proposta de recriação dos arranjos pelo projeto.
A sonoridade e os arranjos se distanciaram bastante dos originais. “Diria que cada versão que fizemos tem a assinatura de cada um de nós. É pop? É rock? O que é? Não sabemos dizer… Por outro lado, foi surpreendente constatar o fato de que a poesia das letras permanece extremamente atual e assertiva após décadas – deliciosamente doce e ácida, ingênua e politizada ao mesmo tempo, conectando-se com pessoas de qualquer geração e de qualquer lugar”, afirma Gavin.
O espetáculo propõe ao público diversos estímulos sensoriais, como o projeto conceitual de iluminação, figurino e performance, referenciados na estética que o grupo trouxe na década de 70, mas adaptados à uma linguagem contemporânea, instaurando um terreno lúdico e lisérgico.
