O artista cearense José Tarcísio Ramos, o Zé Tarcísio, atua como pintor,
artista intermídia, gravador, escultor, cenógrafo e figurinista. Em seis
décadas de talento dedicado às artes dividiu sua carreira entre Rio de
Janeiro, Ceará e Europa, tendo conquistado reconhecimento nacional e
internacional. E uma parte desta rica trajetória do artista vai ser destacada no vídeo produzido para o projeto Arte em Diálogo – Na Quarentena, que será lançado nesta sexta, dia 31 de julho, às 16h, nas redes sociais do
Museu Nacional de Belas Artes: Facebook – MNBARio e Instagram –
@mnbario. Foto: Luiz Alves
A liberdade plenamente desfrutada na infância marcou a sua obra.
Orientado pelo olhar atento à realidade ao seu derredor, Zé Tarcisio,
nascido em Fortaleza (CE, 1941) desde cedo se apaixonou pelo desenho,
através do qual registrava criativamente o cotidiano, numa dinâmica
iniciada aos 19 anos, mas que sempre se renova em sua vida.
Em 1971, é comissionado pelo crítico Walmir Ayala para ser um dos
representantes brasileiros na VII Bienal de Paris. Em 1974, expondo no
XXIII Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio, ganha o prêmio nacional:
uma viagem ao exterior. Em 1976, tem seu trabalho “Regando Pedras”
reproduzido em selo pela ECT, obra integrante do acervo do MNBA.
Em 1982 monta seu ateliê nos arredores do Centro Cultural Dragão do Mar,
onde ainda hoje suas obras e arquivos permanecem. Em 2018, realiza a
memorável exposição panorâmica “ZÉ: Acervo de Experiências Vitais”, no
Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e
Cultura, na capital cearense. Participou de mostras no Museu Histórico
Nacional e no Museu Afro Brasil, dentre vários outros eventos aqui e no
exterior.
O Museu Nacional de Belas Artes/IBRAM, desenvolveu o projeto Arte em
Diálogo – Na Quarentena, para proporcionar aos artistas contemporâneos e
à sociedade civil uma interação afetiva e reflexiva, neste difícil
momento de isolamento social.
