Um dos álbuns importantes da discografia da música cearense completa este ano 30 anos: ‘Divina Comédia Humana’ da cantora Lúcia Menezes. O álbum traz releituras de canções de Belchior (também produtor do disco) e Fagner. Em comemoração a essa data, a cantora realizará uma live, neste domingo, 02 de maio, às 18h, para relembrar as canções do disco e e dividir com o público histórias dos bastidores da sua produção no Instagram @lucia_menezes_cantora e no Facebook @luciamenezes.cantora
A ideia da live surgiu também para comemorar os 4 anos da partida de Antonio Carlos Belchior, mas Lúcia explica: “Quero celebrar o disco e homenagear o amigo querido que o produziu. São quatro anos de sua ida, mas desejo fazer isso de maneira a rememorar o jeito Belchior de ser, através de suas histórias”. Na live, a cantora irá compartilhar as canções do disco e também como foi esse processo de produção do disco por Belchior.
A cantora cearense, radicada no Rio de Janeiro, teve um laço de amizade com o cantor e compositor Belchior iniciada ainda durante sua infância, pois Antonio Carlos era aluno de um de seus irmãos e colega de outro na Faculdade de Medicina. O vínculo rendeu a Lúcia a honra de Belchior produzir o primeiro disco da artista, o ‘Divina Comédia Humana’, em 1991. A amizade também proporcionou a ela conhecer as composições do sobralense no começo da sua carreira, e com isso, em 1968, a cantora apresentou a canção ‘Espacial’ no IV Festival da Música Popular do Ceará, sendo uma das primeiras artistas a interpretar Belchior em um Festival.
Lúcia Menezes cantou no coral da Universidade Federal do Ceará. Em 1988, foi premiada no Festival de Camocim. Homenageou Carmen Miranda em um show no ano de 1996, mesmo período em que lançou o CD ‘Lucinha Menezes ao vivo’. Em 2002, fez o show de abertura da cantora Beth Carvalho, no Centro Dragão do Mar. Seu disco ‘Pintando e bordando’ (2008) valeu a ela indicação no Prêmio da MPB, na categoria ‘melhor cantora regional’.
Os trabalhos mais recentes da artista são os discos ‘Lúcia’ (2017), que conta com a participação de Chico Buarque e Miúcha, e ‘Até Que Alguém Me Faça Coro Pra Cantar Na Rua’ (2020), o qual tem a produção assinada por José Milton, arranjos e regências de Cristóvão Bastos e João Lyra.
