Experimentar e refletir sobre a potencialidade dos encontros, do criar e compartilhar processos em coletivo. É com essa proposta que acontece a Residência Interlúdio. Em sua primeira edição, o projeto reúne as artistas visuais Bruna Acioly, Érica Nógui e o artista visual Victor Cavalcante para ocupar o mesmo espaço de trabalho, integrando suas pesquisas e produções a partir da troca proporcionada pelo convívio.
Idealizada pelo grupo, a ação nasce do desejo de produzir junto, de partilhar as suas pesquisas “e descobrir o que pode surgir a partir dessa troca”, como explica Victor. Os encontros, que tiveram início em janeiro, seguem até este mês de fevereiro no espaço do Salão das Ilusões
Durante o percurso, o grupo conta com a tutoria das artistas Levi Banida, Linga Acácio e Louise Félix no intuito de instigar e provocar, a partir das suas vivências e trajetórias artísticas, as produções das participantes.
“Tem sido interessante porque cada um parte de uma prática diferente. A metodologia é muito individual e compartilhar as particularidades colabora para que nós encontremos caminhos diversos. No final, a pesquisa vai ter influência de uns e outras, o que deixa tudo mais vivo”, aponta Érica.
Mídias digitais e sociais como espaço de partilha
Para além do mergulho nas trocas provocadas pelo criar junto, em coletivo, o projeto também se propõe a construir um diálogo com o público a partir das mídias digitais e sociais. Por meio do TikTok, é possível conferir uma espécie de diário da residência, no qual é apresentado – de forma mais íntima – a rotina no espaço de trabalho e o andamento das pesquisas.
“Quando sugeri o TikTok pensei no público”, explica Érica. “Com o TikTok não importa a hora e o dia que você poste, o importante é ter uma constância que seu trabalho vai fluir de acordo com quem interagir. O algoritmo parece ser mais curioso e por ser pioneiro na exclusividade do vídeo nesse formato, favorece a um ambiente mais imersivo.”
Além disso, todo o percurso de produção da residência também é dividido com o público por meio de um site/livro de artista (https://www.residenciainterludio.com.br/). O espaço conta com escritos, registros, ideias, devaneios, conversas, uma cartografia compartilhada que atravessa as relações e convívios de artistas e orientadoras.
“Acredito que o meio artístico se fecha demais em si. Consigo compreender que o se fechar parte de uma necessidade de proteção, porém até onde isso é capaz de trazer mais até nós? E aos outros? São tantos debates que a arte nos propõe, que acredito deva ser compartilhado e estimulado”, questiona Érica. Para a artista “se adaptar a novas formas de comunicação é querer que o conhecimento reverbere”.
A Residência Interlúdio é um projeto fomentado com recursos da lei 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc – por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza.
Serviço
Residência Interlúdio
Site: https://www.residenciainterludio.com.br/
Tiktok: @residenciainterludio
Contato: residenciainterludio@gmail.com
