O edital vai contemplar seis festivais com um patrocínio de R$ 100 mil cada para criação de práticas artísticas que discutam a questão ambiental, desenvolvidas por meio de uma residência artística com artistas e realizadores britânicos. As iniciativas selecionadas também vão receber formação e mentoria em “Práticas Sustentáveis para Festivais”, com o objetivo de implementar melhores práticas socioambientais em todas as etapas da operação do evento.
As inscrições podem ser feitas até 25 de agosto nos sites do British Council e do Oi Futuro. Podem se inscrever festivais de todo o Brasil e de todas as linguagens e expressões artísticas, com propostas de trabalho artístico voltadas para a promoção dos seguintes eixos temáticos: Mudanças climáticas e biodiversidade: combate às mudanças climáticas e defesa da biodiversidade; Cultura sustentável e inclusiva: desenvolvimento sustentável e de impacto social e Arte, Ciência e Tecnologia: relação entre natureza e arte a partir de experiências multiplataformas e pesquisas sobre bioacústica, arquitetura sonora, territorialidade, tecnologias sociais e ancestrais, inteligência artificial, nft, dentre outros;
O desenvolvimento culturalmente sustentável reúne dimensões econômicas, sociais e ambientais e traz à luz a importância do crescimento, da equidade e do valor da cultura. Reconhecendo o papel da cultura como facilitadora e agente de mudanças para o desenvolvimento sustentável, o British Council e o Oi Futuro se unem no edital Cultura Circular com o objetivo de construir redes internacionais efetivas e trocas artísticas consistentes que, necessariamente, resultem em colaborações artísticas e práticas relacionadas à cultura com uma abordagem sustentável.
Os artistas britânicos convidados deverão realizar a residência artística no Brasil, pelo período mínimo de 10 dias, e ter o resultado inédito do processo: trabalhos que articulem os eixos temáticos propostos pelo edital como resultado do processo da residência para o público do festival. Durante o período da residência, o artista britânico indicado pelo festival irá ter contato com artistas locais, acessar a diversidade cultural e compartilhar sua vivência através de discussões, registros e eventos informais e formais. Através dessas atividades, também espera-se engajar artistas, pensadores, gestores, professores, cientistas, estudantes e a comunidade local em um diálogo positivo e estimulante que possibilite um processo colaborativo.
