As linguagens da dança, do teatro e da música se encontram em “A Rainha– Experiências extraordinárias para a primeira infância”. O espetáculo convida as crianças a adentrar o mundo onírico, mágico e efêmero das fábulas e contos maravilhosos. Com direção, concepção, criação e interpretação de Andrea Jabor, e codireção, figurinos e ambientação cênica de Flavio Souza, “A Rainha” foi selecionado no edital Petrobras Cultural para Crianças e, para realizar uma circulação por sete cidades de três regiões do Brasil, recebeu o patrocínio da Petrobras que, por meio do incentivo a diversos projetos, busca colocar em prática a crença de que a cultura é uma importante energia que transforma a sociedade. A companhia acredita que, com criatividade e inspiração, promove-se crescimento e mudanças.
O público de Fortaleza poderá conferir o espetáculo no Teatro Dragão do Mar nos dias 20 e 21 de agosto (sábado e domingo), em dois horários, às 16h e 17h30. O acesso será gratuito. Na sexta-feira, dia 19, às 15h, acontece uma apresentação exclusiva para escolas cadastradas.
Andrea Jabor possui formação abrangente em dança, teatro e em música. Carioca de nascimento, a sobrinha do saudoso Arnaldo Jabor, por ser filha de diplomata, viveu em diversos países e formou-se em dança contemporânea e coreografia nos anos 90 em Amsterdam (Holanda), com especialização em dança pelo “Laban Centre”, em Londres. Tem pós-graduação em Estudos Avançados em Dança e é mestranda no PPGAC da UNIRIO. Em 1999, após 10 anos fora do Brasil, se estabeleceu no Rio de Janeiro onde fundou a Cia Arquitetura do Movimento. São mais de 12 espetáculos no repertório, com diversos prêmios e patrocínios, sendo o mais recente, o edital Petrobras Cultural para Crianças (2020).
A RAINHA
Vestida com grandes saias infláveis e flutuantes de onde as coisas surgem e somem, a Rainha se transforma o tempo todo. As crianças interagem com ela através do movimento, do toque, da escuta, da sensibilidade e do olhar. Exploram experiências sensoriais que desvendam novas possibilidades na construção do seu brincar. No palco, a Rainha bailarina divide a cena com músicas, figurinos, teatro de sombras, luzes e objetos que evocam, com graciosidade, as características de uma Rainha, fazendo uma celebração da natureza pela dança e pelo brincar, através da relação com o outro, com as flores, os cheiros, as cores a experiência tátil e sensível do mundo.
A obra oferece aos pequenos uma oportunidade para vivenciar o mundo extraordinário e sensível das artes cênicas, especialmente pensada para a primeira infância, dialogando com o universo da criança que demonstra afeto e empatia pelo mundo e pelo outro desde muito cedo.
“As Rainhas permeiam nosso imaginário desde cedo. As fábulas, os contos maravilhosos e muitas histórias infantis estão repletas de Rainhas, boas e más. A Rainha neste espetáculo para mim representa o arquétipo da grande mãe, da mãe natureza, que encanta, domina, cuida, é bela, orienta, acolhe, é forte, mas muito frágil ao mesmo tempo. A fase de 3 a 6 anos é uma idade muito marcante, um período de grandes transformações, onde as crianças conquistam uma maior autonomia em relação a todos os aspectos de sua vida. No movimento, na fala, nas ideias, nas escolhas, onde aprendem a viver em sociedade e a criar seus mundos paralelos de fantasia e possibilidade. A Rainha é como uma criança nesta idade. Acredita nas coisas com o coração, quer reinar, criar e conquistar o mundo e as coisas. Descobre que ao brincar pode inventar mundos”, diz Andrea Jabor.
“As crianças desta faixa etária são extremamente francas, emotivas, exigentes e sensíveis. Para se apresentar e dançar para esta faixa etária, e conquistar a atenção e olhar delas, é um desafio permanente para mim em cena. Tudo precisa ser muito real para se tornar fantasia e brincadeira. É também um desafio para a cena pois tenho que resolver a interação que se dá no momento da cena. Ou seja, eu como artista tenho que trabalhar com o inesperado, ser espontâneo, me preparar para o imprevisível e manter a minha escuta aberta para cada momento. Fui aprendendo aos poucos a dançar e trabalhar com este público”, conta.
Para o acesso ao espetáculo no Teatro Dragão do Mar o público precisa apresentar o passaporte vacinal e o documento de identificação com foto. Para pessoas com idade a partir de 12 anos é preciso apresentar o comprovante da 2ª dose ou dose única (a depender do imunizante). A medida é em respeito aos protocolos para enfrentamento ao coronavírus.
Serviço
“A Rainha – Experiências extraordinárias para a primeira infância”
Dias 20 e 21 de agosto (sábado e domingo), às 16h e 17h30 (para o público em geral).
Local: Teatro Dragão do Mar
Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema, Fortaleza/CE
Duração: 45 minutos. Ingressos gratuitos (no Sympla um dia antes do espetáculo e, se não estiverem esgotados, na bilheteria física uma hora antes da sessão).
O link do Sympla poderá ser acessado pela bio do Instagram instagram.com/arainha_andreajabor/ ou pelo site andreajabor.com/a-rainha/.
Informações: (85)3488-8617 (Bilheteria do teatro).
Classificação: Livre
