Excepcionalmente nesta sexta-feira, 16 de agostos, às 19h, o projeto Jazz em Cena, que acontece no Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza, uma atração internacional: a cantora francesa Manu Le Prince, pela primeira vez em Fortaleza, interpretando o belíssimo repertório de um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos: o pianista Johnny Alf. Entrada franca. Foto: Divulgação
Cantora sem fronteiras, Manu Le Prince é uma das mais bonitas vozes do “latin jazz” na Europa. Nascida em Paris, com timbre quente e sensual, sempre soube dar uma nova interpretação aos standards de jazz e às canções da música popular brasileira.
No show, Manu Le Prince estará ao lado do pianista Tito Freitas, o contrabaixista Ezequiel Ribeiro e o baterista Vinicius Matos.
Brasileira de coração e descendente de sul-americanos e ingleses, dividida há mais de 20 anos entre a França e o Brasil, misturando intimamente sua influência do jazz, estilo que conhece desde criança, com a bossa nova, a MPB e ritmos étnicos, Manu integrou o célebre grupo de jazz francês Magma, rez colaborações com a violonista e cantora Rosinha de Valença, o trombonista Raul de Souza e o multi-instrumentista Hermeto Pascoal.
O cronista e poeta Luiz Fernando Veríssimo citou a cantora com o seu projeto em homenagem a Johnny Alf, álbum que foi relançado em julho deste ano, nos “altos” da sua coluna do Jornal O Globo. O guitarrista e comunicador Nelson Faria convidou Manu a participar do programa “Um Café lá em Casa”, edição que pode ser conferida no YouTube.
Em 2018, depois de ter gravado dois tributos, a Cole Porter e a Johnny Alf, Manu Le Prince gravou um álbum autoral em parceria com o percussionista argentino Minino Garay, escrevendo letras para músicas de compositores conceituados do jazz parisiense, como Gregory Privat ou Baptiste Trotignon, e também do famoso Kenny Barron. “In a Latin Mood” foi posto na Academia de Jazz de Paris, além de ter recebido um ótimo destaque na mídia na França e em outros países.
Em 2022, Manu gravou o seu álbum mais recente, em homenagem ao grande saxofonista e compositor americano Wayne Shorter, com algumas músicas de Milton Nascimento, que foi parceiro no álbum de 1975. O próprio Wayne incentivou a cantora e avaliou as suas letras em quatro músicas instrumentais. Esse projeto, saindo na gravadora francesa Frémeaux & Associés, foi gravado com uma grande turma de músicos cubanos radicados em Paris, com Irving Acao nos arranjos, Felipe Cabrera e Lukmil Perez e o pianista brasileiro Leo Montana, com convidados como o saxofonista Baptiste Herbin, o pianista Kiko Continentino e o percussionista Robertinho Silva, parceiros de Milton.
