O filme (Des)controle, dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, acaba de estrear nos cinemas do Brasil e marca um novo momento na trajetória de Carolina Dieckmmann, que assume o papel central de uma narrativa intensa e atual. No longa, a atriz interpreta Kátia, uma escritora reconhecida que, apesar do sucesso profissional e da aparente estabilidade, enfrenta um colapso emocional profundo.
A produção aborda temas como saúde mental, alcoolismo, recaídas e processos de reconstrução emocional, ampliando o debate sobre questões ainda cercadas de estigmas. A atuação de Carolina vem sendo apontada como uma das mais intensas de sua carreira, reforçando a escolha por personagens complexos e histórias que provocam reflexão e empatia.
Segundo a atriz, essa liberdade criativa é resultado de um percurso marcado por transformações pessoais e profissionais. “Quando eu era jovem, minha aparência facilitava algumas portas, mas também fechava outras. Muitos papéis não me eram oferecidos por não ‘combinar’ com o que esperavam. Hoje, com maturidade, escolho melhor. Me interessa o que o texto diz e quais dilemas posso viver”, afirma.
Ao falar sobre o impacto emocional de interpretar uma personagem em crise, Carolina destaca a responsabilidade de levar esse tipo de narrativa ao público. “Kátia parece ter tudo, sucesso, família, reconhecimento, mas vive um colapso silencioso. Fazer esse papel me fez olhar para minhas próprias fragilidades. Interpretar alguém que lida com alcoolismo e saúde mental exige cuidado e empatia, além de acreditar que, mesmo no descontrole, existe possibilidade de ressignificar”, reflete.
Mesmo com uma agenda intensa de compromissos e novos projetos, a atriz afirma buscar equilíbrio no cotidiano, entendendo o autocuidado como parte essencial do trabalho artístico. “É um exercício diário. Tem dias difíceis, em que o ritmo atropela. Nesses momentos, paro, respiro e volto para mim. Cozinhar, cuidar de mim e estar perto do mar são rituais simples que me reconectam”, conta.
Com (Des)controle, Carolina Dieckmmann consolida uma fase marcada por autonomia, profundidade e escolhas artísticas mais conscientes, reforçando sua atuação em projetos que vão além do entretenimento e estimulam debate sobre temas contemporâneos.
