O projeto Samy Tokenhé – Encontros Indígenas realizará, ao longo de 12 meses, uma série de residências artísticas e intercâmbios culturais na aldeia do povo Kariri-Xocó, localizada no Baixo São Francisco, em Alagoas. A iniciativa foi aprovada na Seleção Petrobras Cultural e conta com recursos da Lei Rouanet, por meio do Ministério da Cultura. (Foto: Ascom Secult Governo de Alagoas)
Desenvolvido pelo Centro de Cultura Sabuka, o projeto prevê a realização de 12 residências organizadas em três ciclos de imersão, respeitando os períodos climáticos e ritualísticos do território indígena. As atividades serão registradas em audiovisual e resultarão na produção de um curta-metragem, que será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais.
A programação reunirá dez representantes de comunidades indígenas com atuação nas áreas de cultura, educação e memória, além de dois convidados ligados à arquitetura e ao design regenerativo. O objetivo é promover o intercâmbio de conhecimentos, experiências e práticas relacionadas à preservação cultural e à valorização dos saberes tradicionais.
Com o tema “Memória Ancestral em Movimento”, a proposta tem como foco a relação entre corpo, território e formas de resistência cultural. Segundo os organizadores, o projeto busca fortalecer processos de transmissão de conhecimentos entre diferentes povos indígenas, por meio de encontros, práticas artísticas e reflexões sobre identidade e memória.
A iniciativa também destaca a arte como ferramenta de expressão cultural e preservação dos vínculos com o território. Entre os elementos abordados estão manifestações artísticas, práticas ancestrais, cosmologias indígenas e formas tradicionais de aprendizagem presentes na cultura Kariri-Xocó.
Embora a maior parte das atividades seja destinada aos integrantes da comunidade e convidados, a programação prevê ações pontuais abertas ao público externo, com participação gratuita. As informações sobre essas atividades serão divulgadas ao longo do ano por meio do perfil oficial do Centro de Cultura Sabuka no Instagram: @centrosabuka.
O projeto pretende ampliar a visibilidade das experiências e conhecimentos dos povos originários do semiárido nordestino, promovendo o diálogo entre tradição, arte e contemporaneidade.
